Mesa-redonda de críticos para discutir a ficção na TV

Teóricos e artistas participam do seminário Direções, cujo objetivo é refletir sobre os avanços e limitações dessa linguagem

Beth Néspoli, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 00h00

Ainda que a ficção criada para a TV brasileira conte com minisséries, teleteatros, ''casos especiais'' e seriados, entre outras bem-sucedidas experiências, algumas ousadas, para muitos brasileiros o termo teledramaturgia ainda está associado exclusivamente às telenovelas. Daí o interesse do seminário Direções, por um Novo Caminho na Teledramaturgia, que hoje e amanhã vai reunir no Sesc Consolação diferentes especialistas, de teóricos a artistas, para debater a ficção na TV.Por que a teledramaturgia brasileira assumiu o formato dominante atualmente? Em que medida a novela é a uma obra aberta que dialoga com a sociedade? Como as narrativas dos folhetins eletrônicos afetaram as imagens que a nação tem de si mesma? Teleteatro é só teatro filmado ou uma nova linguagem? Essas são algumas perguntas ou provocações que devem ser respondidas pelos participantes desse seminário, realizado pelo Sesc-TV.O título do seminário faz referência ao programa Direções - série de teleteatro que vem sendo apresentada aos domingos na TV Cultura. Artistas como Eduardo Tolentino, do Grupo Tapa, Rodolfo García Vázquez, da Cia. Os Satyros, Débora Dubois, André Garolli e Samir Yazbek estão entre os que vão avaliar os avanços e equívocos dessa nova experiência de teledramaturgia - o programa Direções - criada em parceria entre o Sesc-TV e a TV Cultura.Num País que não prima pela preservação da memória, muitas vezes a ''descoberta'' de hoje é a mesma novidade, já esquecida, de 20 anos atrás. Daí a importante participação de pioneiros que vão lembrar momentos marcantes da teledramaturgia, como Álvaro de Moya , diretor de televisão de reconhecida contribuição para a renovação na linguagem da TV Excelsior na década de 60 e da atriz Vida Alves, que escreveu programas televisivos e atuou na primeira telenovela brasileira, Sua Vida me Pertence (1951).O seminário conta ainda com participações importantes pela experiência com o trânsito de linguagens, como o escritor Lauro César Muniz, igualmente um pioneiro da teledramaturgia - escreveu sua primeira novela em 1966. Ele é autor de telenovelas, minisséries, roteiros cinematográficos e peças.ProgramaçãoHOJE Abertura - 10 hDanilo Santos de MirandaJorge da Cunha LimaAntunes FilhoHistórias da teledramaturgia10h30 às 12h30Mediação: Gabriel PriolliÁlvaro de Moya, Lauro César Muniz e Vida AlvesTeledramaturgia e sociedade14 h às 16 hMediação: Milton SoaresMaria Aparecida Baccega, Maria Carmen Jacob de Souza e Maria Immacolata Vassalo de LopesRelato de Experiências16h30 às 18 hMediação: Valter V. Sales FilhoCristina Brandão, Sebastião Millaré, Bete Dorgam, Eduardo Tolentino e Rodolfo Garcia VazquezAMANHÃRoteiro de Teledramaturgia10h30 às 12h30Mediação: Newton CannitoCláudio Galperin, Margareth Boury e Rodrigo CastilhoDireção de Teledramaturgia14 h às 16 hMediação: Pedro VieiraÉder Santos, Paulo Morelli, César RodriguesRelatos de experiências - O Projeto Direções16h30 às 18 hMediação: Valter V. Sales FilhoCristina Brandão, Sebastião Millaré, André Garolli, Débora Dubois, Maucir Campanholi e Samir Yazbek

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