Memória do mundo na estréia de Zélia Gattai

Anarquistas, Graças a DeusZélia GattaiCompanhia das Letras320 págs., R$ 39,50 Foi com esse Anarquistas, Graças a Deus que Zélia Gattai, mulher do escritor Jorge Amado, abandonou a posição de coadjuvante do mundo literário e deu voz à sua própria identidade. "Surge a Zélia memorialista, para quem a literatura provém não tanto da invenção, mas do trato apurado da memória e do desfiar cuidadoso, mas sem melindres, da intimidade. Em suas mãos, a literatura se torna, mais que confissão, auscultação do mundo. Tendência para o registro e o testemunho, que cimentam não só um estilo quase clínico de observar a existência, mas uma maneira de existir", escreve o crítico José Castello na apresentação do romance, parte do projeto de reedição da obra completa da escritora.

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