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Masp recebe peças pré-colombianas de coleção privada

Objetos do acervo de Edith e Oscar Landmann foram cedidos em comodato de dez anos ao museu

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2016 | 17h55

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) coloca em exposição, na terça-feira, 27, quatro peças de arte pré-colombiana da coleção Edith e Oscar Landmann, cedida em comodato por dez anos ao museu, que tem em seu acervo mais de 900 obras históricas do período. A coleção abriga peças de cerâmica, tecidos e metais de povos que habitaram a América do Sul, como o Brasil, Colômbia e Peru, cobrindo 2.500 anos de história, desde 1.000 a.C. até a vinda dos conquistadores europeus no século 16.

Na próxima semana, quatro peças do comodato estarão expostas junto ao acervo permanente no segundo andar do museu, agora exibido nos painéis de vidro desenhados pela arquiteta Lina Bo Bardi, que também projetou o Masp. “Com as peças da cultura marajoara teremos uma presença brasileira logo no início da mostra Acervo em Transformação, organizado cronologicamente e antes dominado por obras europeias, pelo menos até o século 19”, observa o diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa.

A exibição dessas quatro peças marajoaras antecede a exposição centrada na Coleção Masp Landman programada para 2018, quando será publicado um catálogo com todas as obras que integram o acervo, que terá como curador honorário o arqueólogo e pesquisador peruano Walter Alva – ainda este ano o museu deverá contrtatar um curador-adjunto para a coleção.

Heitor Martins, diretor presidente do Masp, saudou a entrada da coleção Landmann no acervo do museu como “mais um passo para a formação de coleções transversais com obras de diferentes períodos, técnicas e culturas”.

Julio Landmann, um dos filhos do casal Edith e Oscar Landmann e ex-presidente da Fundação Bienal, destacou a cessão como a concretização de um desejo dos pais, de tornar a coleção “acessível ao público e pesquisadores” Seu pai, cônsul e também ex-presidente da Bienal, começou sua coleção de arte pré-colombiana bois anos 1930, expandindo o acervo entre os anos 1940 e 1960, catalogado por sua mulher Edith.

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