Mais opções para financiar

Mais dinheiro na praça e prazos mais longos conseguiram atrair novos consumidores

O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2008 | 00h00

De forma geral, o crédito ficou mais barato. E os prazos de pagamento também se alongaram. "Nos últimos tempos, financiar um imóvel se tornou mais fácil e um bom negócio", avalia Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).Entretanto, há muitas diferenças entre as linhas de crédito disponíveis no mercado. "Por isso, quem não estudar bem qual é o modelo mais adequado ao seu bolso pode gastar mais do que o necessário", adverte Oliveira.Antes de escolher o tipo de financiamento, é preciso ter em mente qual o valor médio do imóvel que a família pode adquirir. Para estimar esse preço, os especialistas recomendam que o mutuário calcule uma prestação com valor inferior a 25% da renda familiar. O segundo passo é escolher entre o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e os da poupança. O FGTS oferece juros mais baixos. Só podem aderir a esse modelo os trabalhadores paulistas com pelo menos três anos de FGTS, renda familiar de até R$ 4,9 mil e que quiserem comprar um imóvel avaliado em até R$ 130 mil. Já o financiamento com recursos da poupança serve a todos os demais casos. Depois, o interessado deverá optar pelo financiamento com taxas pré ou pós-fixadas. Ao escolher as taxas pré-fixadas, o comprador garante que as prestações não vão sofrer aumento ao longo do tempo. Mas paga juros mais altos por conta disso. Já no modelo pós-fixado, os juros são mais baixos. Porém, o comprador fica sujeito às altas da inflação. "Se a diferença dos juros não for tão grande entre um modelo e outro, o melhor é optar pelas taxas pré-fixadas", diz Wilson Gomes, consultor da Associação Brasileira de Mutuários e Moradores (ABMM). "Caso contrário, talvez valha a pena correr o risco."Outra decisão importante diz respeito aos prazos. "Em vez de adquirir um imóvel mais caro e esticar o prazo do financiamento, compre um mais barato em menos tempo", aconselha Oliveira. O vice-presidente da Anefac justifica sua recomendação com números. Segundo seus cálculos, quem compra um imóvel de R$ 65 mil e financia R$ 52 mil em dez anos, paga R$ 88.633,13 ao fim do prazo. Quem opta pelo financiamento de 20 anos, desembolsa um total de R$ 128.597,41. E o comprador que resolveu pagar em 30 anos, chega a gastar R$ 157.273,46 - quase o dobro do valor de quem financiou em 10 anos. "Mas, caso não seja possível optar, de saída, por um prazo menor, tente abater a dívida ao longo do tempo", recomenda Oliveira. PARA CABER NO SEU BOLSOComprometa no máximo 25% da renda familiar com o pagamento das prestaçõesSe possível, opte pelo uso dos recursos do FGTSPara escolher entre as taxas pré ou pós-fixadas, veja se a diferença entre os juros cobrados em cada um dosmodelos é muito grande. Se não for, fique com a primeira opçãoPrefira financiamentos mais curtos, mesmo que issosignifique optar por um imóvel mais barato

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