Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters

Mais do que nunca, a fotografia tem futuro, diz Sebastião Salgado

As suas fotos em preto e branco possuem uma grandeza que aumenta o brutal tema de seus trabalhos

Reuters, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2017 | 14h40

Depois de ter previsto o fim da fotografia por conta dos smartphones, Sebastião Salgado mudou de ideia.

"Não acho que esteja em perigo, pensei assim em algum momento, mas estava errado e retiro o que disse"", afirmou Salgado, um dos fotógrafos documentais mais premiados das últimas décadas, à Reuters.

"Acho que a fotografia, agora mais do que nunca, tem um longo futuro pela frente."

O brasileiro, de 73 anos, ainda minimiza os bilhões de celulares que agora tiram a maioria das fotos no mundo.

Ele acredita que fotógrafos documentais estão se diferenciando disso com fotografias memoráveis que irão sobreviver.

"O que as pessoas fazem com seus telefones não é fotografia, são imagens", disse em Bangcoc, onde participa de uma exibição de seus trabalhos.

"Fotografia é uma coisa tangível, você captura, você olha para ela. É algo semelhante à memória."

As fotos preto e branco de Salgado possuem uma grandeza que aumenta o brutal tema de seus trabalhos, muitas vezes de pessoas na pobreza e conflitos ou ambientes ameaçados. 

Entre seus trabalhos mais famosos estão os garimpeiros na Serra Pelada, no Pará.

A indústria estima que o total de fotos que serão tiradas em 2017 seja maior que um trilhão.

Ao menos 85 por cento destas fotos serão tiradas em smartphones, que já somam mais de 2 bilhões de aparelhos, e somente cerca de 10 por cento serão tiradas com câmeras digitais.

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