Louis, oh, sim, o novo queridinho francês

O belo Garrel confirma por que é o ator preferido de tantos autores importantes

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

31 de dezembro de 2008 | 00h00

Filho de Philippe Garrel, Louis Garrel virou o novo queridinho do cinema francês. Até Cahiers du Cinéma, última fronteira na defesa radical do cinema de autor, colocou o belo Louis na capa. Uma rara entrevista com um ator, na qual ele conta tudo sobre sua arte e vida, sobre os grandes diretores com quem trabalhou. Ah, sim, também sobre o curta que dirigiu, Mes Copains.Seu site oficial tem um título sugestivo - Louis, oh oui! Além dos filmes do pai - Amantes Constantes é melhor do que A Fronteira da Alvorada -, Louis tem presença assegurada no cinema de Christophe Honoré, Em Paris, Canções de Amor e, agora, A Bela Junie. Clotilde Hesme, outra favorita de Honoré, disse e repetiu para o repórter - em Paris, no começo do ano passado e depois quando veio ao Brasil, integrando uma comitiva do cinema francês -, que Honoré dá a impressão de fazer filmes que parecem fragmentos roubados à realidade, mas tudo é exata e milimetricamente planejado. Talvez não seja mera coincidência a semelhança da atriz Anne Seydoux com Anna Karina - você já leu ao lado - nem que Louis Garrel faça um professor de italiano em A Bela Junie.Na vida, Louis é casado com Valeria Bruni Tedeschi, talentosa atriz e diretora franco-italiana, meia-irmã de Carla Bruni, atual primeira-dama da França. O quase parentesco não impede Louis Garrel de ser um duro crítico do presidente Nicolas Sarkozy. Talvez venha daí o fato de ele ficar falando italiano, como uma possível brincadeira, em A Bela Junie, mas pode ser que a referência - ou a homenagem - seja outra. Louis Garrel pela primeira vez chamou a atenção num filme de Bernardo Bertolucci, grande diretor italiano, quando, em Os Sonhadores, o autor de O Conformista e Último Tango em Paris, se voltou para o mítico Maio de 68. Ícone do cinema de autor, Louis Garrel só precisa agora fazer um filme popular para ter acesso ao panteão dos mitos eternos - Delon, Belmondo, Ventura, Gabin.

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