Loucas pelo tapete vermelho

Íntimas do mundo das telas, duas amigas contam em livro tudo sobre o Oscar

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

23 Fevereiro 2008 | 00h00

Protegido por um plástico, que só será removido amanhã, o tapete vermelho que conduz estrelas ao Kodak Theatre para a cerimônia do Oscar pode significar o caminho da glória ou do fracasso. ''''Afinal, ninguém pode lembrar no dia seguinte quem ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Mas todos se lembram de Gwyneth Paltrow em seu vestido rosa-chiclete de bailarina assinado por Ralph Lauren'''', comenta Julian Tennant, estilista que, como todos em Hollywood, anda na corda bamba na semana que antecede à cerimônia, tentando convencer estrelas a desfilar no tapete com seus modelitos. Tennant não existe. É um dos tresloucados personagens de Celebutantes (Rocco, tradução de Pinheiro de Lemos, 376 páginas, R$ 40), romance que trata justamente dos bastidores da mais concorrida semana do ano em Hollywood, sete dias que funcionam como uma contagem regressiva até o momento em que os envelopes sejam abertos e os novos reis e rainhas do cinema sejam conhecidos. Com lançamento simultâneo em 12 países, Celebutantes seria mais um romance engraçadinho não fosse a trajetória de suas duas autoras: Amanda Goldberg, que é filha do legendário produtor Leonard Goldberg, e Ruthanna Hopper, que tem um pai famoso, o ator Dennis Hopper. Familiarizadas com o cinema desde o jardim da infância, as duas amigas colecionaram histórias suficientes para rechear Celebutantes, mistura de ficção e realidade. O ponto de partida é Lola Santini, filha de um diretor de Hollywood que, uma semana antes da entrega do Oscar (no qual seu pai concorre pela segunda vez), aceita ajudar um amigo, Tennant, a arrebanhar vips para exibirem seus vestidos na cerimônia. Acostumada a visitar festas nas quais Francis Ford Coppola pode ser visto conversando na sala, Angelina Jolie preparando um drinque na cozinha e Britney Spears vomitando no banheiro, Lola parece a pessoa certa para a missão. O único tropeço está na facilidade com que se mete em confusões e, pior, por sofrer do mal que ela mesma reconhece como ''''atorholic'''', ou seja, ser viciada em namorar atores narcisistas para tentar superar o relacionamento com um pai incapaz de amar qualquer outra pessoa que não seja ele próprio.

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