Niklas Halle'n/AFP
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Londres reúne em exposição parte da coleção Rockefeller, que será leiloada em maio

Monet, Mattisse,Van Gogh e Picasso são apenas alguns dos nomes que integram a exposição

Paula Baena Velasco, EFE

21 de fevereiro de 2018 | 14h18

A Christie's House em Londres está exibindo parte da coleção de David Rockefeller, que será leiloada em maio em Nova York, e que pode ser a maior venda de caridade de todos os tempos, com uma renda estimada de US$ 1,5 bilhões.

Isso foi confirmado à EFE, por um conhecido historiador da rica família americana rica, Peter Johnson, que explicou que o leilão será composto por cerca de 2.400 objetos. Estes incluem pinturas, móveis e louças de mesa ou peças de porcelana, que Rockefeller reuniu com sua esposa, Margaret McGrath-Peggy, durante seus 55 anos de casamento.

No salão Christie's da capital britânica, uma seleção de mais de trinta obras dessa vasta coleção estará disponível até o dia 8 de março, a mesma que já foi levada para Hong Kong e mais tarde para Paris, Pequim, Los Angeles e Xangai, para finalmente voltar a Nova York, onde o leilão ocorrerá em maio.

Claude Monet, Henri Mattisse, Juan Gris, Edouard Manet, Georges Seurat, Vicent Van Gogh e Pablo Picasso são apenas alguns dos nomes que integram a exposição, que representa uma jornada artística do final do século XIX até o início do século XX, refletindo os movimentos impressionistas e modernos em todos as suas vertentes.

Uma das obras mais importantes da exposição é Odalisca com Magnólias, uma peça que o francês Matisse pintou em 1923 em Nice (França) e que é o seu trabalho mais valioso já lançado, com um preço estimado de US$ 50 milhões. Uma peça que David e Peggy Rockefeller mantiveram na sala de estar da casa de Nova York porque, de acordo com Johnson, “gostavam de viver a arte, de tê-la em casa e não em um museu, poder senti-la e apreciá-la de perto”.

David Rockefeller, o último neto do magnata John D. Rockefeller - considerado a pessoa mais rica da história moderna - faleceu em março de 2017 aos 101 anos, depois de uma vida dedicada aos negócios e ao apoio à arte. Uma paixão que foi carregada no sangue e foi instilada desde o berço por sua mãe, Abby Aldrich, uma das pioneiras do Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova York.

“Ele cresceu apreciando a beleza da arte e o árduo trabalho envolvido na sua criação”, disse Johnson. Sua esposa, Peggy, compartilhou esse fascínio com ele e juntos viajaram ao redor do mundo coletando o melhor da arte, que concordaram em selecionar, como disse à EFE o presidente de arte moderna e impressionismo da Christie's, Conor Jordan.

“Eles começaram sua coleção no final dos anos 1940 do século passado, concentrando-se primeiro na arte tradicional inglesa. Mas ao longo dos anos dedicaram-se à exploração de outros movimentos e artistas mais modernos", acrescentou.

Entre esses criadores mais modernos está o espanhol Pablo Picasso com a pintura Menina com cesta de flores (1905), com um valor estimado de US$ 70 milhões. Uma "obra-prima" que, de acordo com Jordan, o artista de Málaga pintou durante o que é conhecido como seu "período rosa" em Paris, com base em um vendedor de flores no distrito de Montmartre.

Também vale a pena notar a pintura de Claude Monet, Nenúfares em flor (1914), uma das mais de 250 obras que o artista criou no final de sua vida com base nesta flor e que é avaliada em US$ 35 milhões.

Além desta exposição, a casa de leilões de Londres hospeda as criações que compõem O século XX na Christie's, incluindo uma seleção de peças de arte moderna e impressionista que entrarão em venda no dia 27 de fevereiro. Mousquetaire et nu assis (Mosqueteiro e nu sentado) de Picasso é apresentada como a grande obra dessa data, com uma oferta estimada de entre US$ 16,8 a 25,2 milhões.  

Tradução de Claudia Bozzo 

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