Livro marca 30 anos do grupo carioca Hombu

Chegar aos 30 anos é um feito e tanto para qualquer companhia de teatro. Mais ainda mais quando se trata de teatro infanto-juvenil. Este ano, o grupo carioca Hombu, referência no teatro para crianças e adolescentes, atingiu a marca - é o mais antigo dedicado ao gênero em atividade no Rio. As comemorações no palco (do Oi Futuro, no Rio) terminaram na semana passada; no entanto, continuam através do livro Grupo Hombu - Luz Acesa Há 30 Anos num Palco Chamado Criança. A publicação foi lançada no domingo, após a apresentação de Fala Palhaço (1979), uma das peças mais representativas do repertório do Hombu e que não era encenada desde 1995. Uma das fundadoras, Silvia Aderne, atualmente no elenco do Cirque du Soleil e morando em Las Vegas, veio ao Brasil especialmente para a ocasião. "Esses 30 anos foram uma grande luta. É muito gratificante quando você luta por algo em que acredita e esse trabalho é reconhecido", diz Silvia, emocionada. Às vésperas de completar 73 anos de vida e 44 de teatro, ela chorou ao rever a montagem comemorativa de A Zeropéia, personagem que encarnou bem mais jovem. Outras duas peças foram encenadas este ano no Oi Futuro, como parte da celebração: Os Diferentes e Ou Isto ou Aquilo. O livro dos 30 anos, cheio de fotos, ilustrações e esboços de cenários, conta a trajetória bem-sucedida da premiada companhia, formada por atores, educadores e músicos: a criação, em 1977, originário do Grupo Ventoforte (considerado revolucionário por sua linguagem), após sua transferência para São Paulo; as adaptações de grandes autores (Cecília Meireles, Lygia Bojunga, Drummond); as histórias por trás das montagens. "Há um estilo Hombu de peça infantil que nunca foi imitado. O Hombu é uma marca", enaltece o encenador Amir Haddad.

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2007 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.