Chad Batka/The New York Times
Chad Batka/The New York Times

Lenda da dança, cubana Alicia Alonso morre aos 98 anos

Bailarina comandava o prestigiado Ballet Nacional de Cuba

Redação, EFE

17 de outubro de 2019 | 15h50

A dançarina cubana Alicia Alonso, uma lendária figura da dança clássica, morreu nesta quinta-feira, 17, aos 98 anos, disse à agência Efe um representante do Ballet Nacional de Cuba (BNC).

Alonso, que apesar de sua idade avançada permaneceu ativa à frente do prestigiado BNC, foi internada por complicações de saúde no Centro de Pesquisa Médica Cirúrgica (CIMEQ) de Havana, onde morreu por volta do meio-dia (no horário local). A causa da morte foi uma doença cardiovascular, segundo a Agência de Notícias Cubana.

As notícias da morte da lendária figura da dança cubana correram como fogo nas redes sociais, nas quais dezenas de compatriotas estão se despedindo de um dos mitos artísticos da ilha. O mesmo fez o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que destacou no Twitter o "enorme vazio" e o "legado insuperável" deixado pela mítica dançarina e diretora do BNC. "Alicia Alonso se foi e nos deixa um vazio enorme, mas também um legado intransponível. Ela colocou Cuba no altar do melhor da dança do mundo. Obrigado, Alicia, por seu trabalho imortal", escreveuo presidente.

A Assembléia Nacional de Cuba também espalhou suas condolências pela morte de Alonso, de quem a instituição, citando Fidel Castro, destacou "seu talento, sua tenacidade e seu exemplo, que inspirou gerações de artistas brilhantes ".

Nascida em Havana em 21 de dezembro de 1920, filha de pais espanhóis, Alicia Ernestina da Caridade do Cobre Martínez del Hoyo começou a dançar aos nove anos, praticou dança nos Estados Unidos por um certo período de tempo e teve uma longa e bem sucecida carreira.  Das dezenas de papéis que desempenhou, o mais lembrado é o de "Giselle", personagem camponesa ingênua, romântica e enganada que bordou nos mínimos detalhes interpretativos. 

Entre os inúmeros prêmios que recebeu ao longo de sua vida, estão a Ordem José Martí, a mais alta premiação concedida por Cuba, a Comenda da Ordem Isabel la Católica, concedida pela Espanha, o prêmio "Anna Pávlova" da Universidade de Dança de Paris, e o cargo de Embaixadora da Boa Vontade da Unesco.

 

 

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