Kasabian, show de rock para se acabar de dançar

Grupo inglês chega pela primeira vez ao País para lançar o disco novo, Empire

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

Creiam, não é por acaso que o Kasabian foi o escalado para fechar o festival Planeta Terra. A performance de Tom Meighan (vocais), Sergio Pizzorno (guitarra, vocais e sintetizadores) e seus partners é arrasadora - é como se tivessem batido num liquidificador as melhores pulsões do Primal Scream, do Oasis e do Chemical Brothers. Tem rock-n''''-roll, dub, new wave e psicodelia eletrônica na levada.Tom Meighan também é um grande desbocado, o que incendeia ainda mais as turnês desse quarteto de Leicester, Inglaterra. Ao lançar seu segundo disco, Empire, Meighan disse que o álbum soava como ''''Marc Bolan fumando crack com Dr. Who.''''''''Foi só uma referência, uma tentativa de simbolizar o som impossível desse disco'''', disse Meighan, falando ao Estado por telefone, de Londres. ''''Não é que eu seja adepto do crack, eu poderia perfeitamente ter dito cocaína'''', disse o músico, rindo. Empire foi produzido por Jim Abbiss, o mesmo que trabalhou no disco mais recente de Arctic Monkeys, Editors e Ladytron. ''''Ele é uma fera, também trabalhou com o DJ Shadow e faz milagres num estúdio.''''''''O novo disco tem batida mais radical, mais rock, mais sexy. Tem também violinos, trompetes, saxofones, uma atmosfera poderosa. As pessoas parecem gostar mais da gente ao vivo, e eu acho bacana. Realmente, temos um fantástico set ao vivo'''', disse Meighan, que nada tem de modesto.O álbum foi colocado entre os 10 melhores lançamentos de 2006 pela revista Q. O disco de estréia era bom, tinha uma canção matadora, Reason Is Treason, mas esse é uma metralhadora de ritmo, com faixas irresistíveis, como Shoot the Runner e Me Plus One.É um show de rock para se acabar de dançar. Além de Pizzorno (que escreve todas as letras e compõe as músicas do quarteto), o Kasabian tem ainda Chris Karloff (baixo, guitarra e sintetizadores) e Chris Edwards (baixo e truques eletrônicos).É a primeira vez no Brasil do Kasabian. O nome do grupo é uma espécie de homenagem a Linda Kasabian, integrante da gangue do assassino Charles Manson, que matou com requintes de crueldade a atriz Sharon Tate, nos anos 60. Cumprem prisão perpétua nos Estados Unidos. ''''Quero chegar logo ao Brasil e tenho duas expectativas: que o tempo esteja bom, com muito sol, porque aqui está uma porcaria, e quero ver um monte de garotas bonitas.''''

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.