Judy Garland, glória e amargura da lendária mãe de Liza Minnelli

É um filme que passsa tão cedo que o destaque corre o risco de perder-se. Afinal, Na Glória, a Amargura está programado para passar às 8h35, no Telecine Cult. Isso significa que você precisa estar lendo o jornal bem cedinho para poder aceitar a indicação. Mas vale a pena.Na Glória, a Amargura é um filme de 1963. Foi o último interpretado pela lendária Judy Garland, mãe de Liza Minnelli. Embora sua carreira tenha outros títulos mais famosos - O Mágico de Oz e Nasce Uma Estrela -, este talvez seja o programa que melhor a define. Pois em Na Glória, a Amargura, que se chama no original I Could Go on Singing (Eu Poderia Seguir Cantando), aparece a verdadeira Judy.Ela faz cantora que volta à Inglaterra para se reaproximar do filho, que vive com o pai (Dirk Bogarde). Como a própria Judy, a personagem é essa grande artista (e cantora maravilhosa) que leva uma vida autodestrutiva, nas drogas. Os números musicais são extraordinários, mas o que fascina é o intimismo da direção. Ronald Neame fez o maior (e melhor) de todos disaster movies - O Destino do Poseidon, o original. Aqui, ele viaja a outro tipo de inferno, o que as pessoas criam para elas mesmas, em seu íntimo.

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