José Olympio da Veiga Pereira é o novo presidente da Fundação Bienal

José Olympio da Veiga Pereira é o novo presidente da Fundação Bienal

Um dos colecionadores de arte mais importantes do Brasil, ele também faz parte dos conselhos internacionais do MoMA e da Tate Modern, e dos conselhos do MAM-SP e MAM-Rio

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2018 | 23h00

José Olympio da Veiga Pereira foi eleito o novo presidente da Fundação Bienal de São Paulo nesta terça-feira, 11. Ele toma posse no dia 2 de janeiro e o mandato tem duração de dois anos.

Em entrevista por telefone nesta quarta, 12, ele disse que seu objetivo à frente da instituição, em linhas gerais, passa por usar a arte contemporânea, por meio da Bienal, como uma amostra de que “os distintos podem conviver”. Ele chega para administrar uma instituição com orçamento anual de R$ 60 milhões.

“Neste momento do País divido, gostaria que a Bienal de São Paulo conseguisse fazer as pessoas se juntarem em torno das artes”, disse. “Com suas diferentes obras, artistas e formas, ela é um símbolo que os distintos podem conviver. Nesse sentido, acho importante que a gente realize uma mostra que traga todos os diferentes para apreciá-la juntos.”

Na terça-feira, o Conselho de Administração da Fundação, que escolheu o nome de Veiga Pereira, também elegeu um novo presidente: Julio Landmann, ex-presidente da Fundação. 

Considerado um dos colecionadores de arte mais importantes do País, e também presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio da Veiga Pereira é atualmente membro do Conselho de Administração da Fundação e liderou, em 2016, a criação do Conselho Consultivo Internacional.

A nova diretoria executiva também foi anunciada: Andrea Pinheiro, Ana Paula Martinez, Fernando Schuler, Lucas Melo, José Francisco Pinheiro Guimarães e Luiz Lara.

O vice-presidente será Marcelo Mattos Araujo, membro do Conselho da Bienal desde junho de 2010, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Museus e ex-secretário de Estado da Cultura de São Paulo.

Segundo a Fundação, o novo presidente “se dedicará a ampliar as relação da Bienal com a vida cultural no Brasil e no exterior”. Para José Olympio, a Bienal, desde sua criação, cumpre um papel importante de intercâmbio não só entre as artes, mas também entre o público brasileiro e global.

“Além disso, ao contrário da maioria das Bienais do mundo, focadas num público especialista, aqui ela também atende público que não tem familiaridade com arte. Ela serve como a primeira experiência que muita gente tem com arte. Esse caráter de dar acesso, fazer uma mediação entre espectador e arte, com o nosso educativo, tudo isso tem e terá uma importância grande”, disse – embora ainda não queira adiantar projetos concretos, para primeiro apresentar a possíveis curadores, José Olympio adianta que quer manter a promoção da “experiência estética tanto para especialista quanto para o não especialista”. O material educativo foi justamente um dos destaques da 33.ª Bienal, que terminou no último domingo, 9.

Sobre a situação financeira da instituição, o novo presidente diz se sentir confortável. “Nos últimos 10 anos, a Bienal avançou muito em termos de governança, estrutura de administração. Temos um staff permanente que atravessa as administrações, renovações constantes e um conselho amplo, com 60 membros dos mais diferentes perfis, o órgão máximo de governança de Bienal.”

José Olympio disse ainda que foi incumbido pelo Conselho de pensar numa “função maior” para a Fundação, e adianta que ela deve passar pela preservação de memória das artes.

Para o biênio 2019-20, estão programados projetos como as mostras itinerantes da 33.ª Bienal de São Paulo, a representação oficial do Brasil na 58.ª Bienal de Veneza e na 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, e, por fim, a 34.ª Bienal de São Paulo.

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