Jogando no Quintal aposta em Caleidoscópio de histórias reais

Novo espetáculo da trupe reconhecida pelo improviso dá ênfase à dramaturgia

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

"Elevador", diz a atriz Rhena de Faria. Na sequência, ela, Marcio Ballas e Allan Benatti se tornam passageiros e Marco Gonçalves em ascensorista. "Nono andar, por favor. Décimo primeiro." Um mau cheiro é sentido dentro da caixa visivelmente imaginada. "Aqui dentro, não!" O ascensorista acaba se entregando. Para piorar a situação, o elevador enguiça. A salvação vem por meio de outra flatulência que faz o elevador subir pelos ares, como um balão de gás. "Sigam-me! Venham conhecer o sr. Wonkaaa!", diz o ascensorista, agora cicerone de uma fantástica fábrica. Gargalhadas.Tudo isso é apenas um aquecimento da trupe do Jogando no Quintal de seu novo espetáculo - o primeiro com uma proposta mais desafiadora das já consagradas apresentações realizadas ao longo de sete anos de carreira. Caleidoscópio - Improviso Teatral, em cartaz no Tucarena, partiu de uma vontade de expandir a atuação baseada na improvisação de quatro dos 12 integrantes do grupo que nasceu no quintal da casa de outro ator, César Gouvêa, nas Perdizes. Se no espetáculo clássico o público oferecia palavras ou minifrases para serem improvisadas numa disputa entre palhaços, agora, situações corriqueiras como, por exemplo, os temíveis atos falhos, serão contadas por eles para dar o pontapé inicial dessa nova partida - e, é claro, também pelo público, responsável pelas ?finalizações?. O músico convidado Cristiano Meireles faz a trilha onírica com o seu acordeom."A ideia surgiu de uma preocupação com a dramaturgia, com a ambientação, com o tempo necessário para se contar uma boa história. Caleidoscópio é um espetáculo de humor e poesia", afirma o diretor e também ator Marcio Ballas. A trupe trata com delicadeza cada conto sugerido pela plateia, cuja encenação não será necessariamente literal. A bola está na área. ServiçoCaleidoscópio. 70 min. 14 anos. Tucarena (300 lug). Rua Monte Alegre, 1.024, tel. 2198-7726. 6.ª, 21h30. R$ 30. Até 26/4

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