EFE/Ministerio de Cultura de Italia
EFE/Ministerio de Cultura de Italia

Itália apresenta projeto para reconstruir arena do Coliseu de Roma

Projeto vai recuperar imagem original do Coliseu e sua complexa máquina cênica

AFP, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 08h33

O ministério da Cultura da Itália revelou um projeto ambicioso de reconstrução da arena do anfiteatro romano do Coliseu, o local onde os gladiadores combatiam, e que será acessível aos visitantes a partir de 2023. Uma empresa de engenharia de Milão venceu a licitação. O projeto utilizará lâminas de madeira móveis e aproveitará a ventilação natural das passagens subterrâneas que, na época dos jogos circenses, abrigavam animais selvagens e escravos.

"Trata-se de um novo passo para a reconstrução da arena, um projeto ambicioso que ajudará a conservação das estruturas arqueológicas recuperando a imagem original do Coliseu e sua característica complexa máquina cênica", afirmou o ministro da Cultura, Dario Franceschini. O objetivo é que os visitantes possam admirar o monumento simbólico a partir do centro da arena, como acontecia até o fim do século 19.

Também será possível organizar grandes atividades culturais, mas as autoridades não querem transformar o local em uma casa de espetáculos. Em 29 de julho, o ministro Franceschini deseja convidar ao Coliseu os ministros de uma reunião do G20 dedicada à Cultura. 

De acordo com a diretora do parque arqueológico do Coliseu, Alfonsina Russo, o terreno de 3 mil metros quadrados será acessível aos visitantes a partir de 2023. 

Antes da pandemia de covid, 25 mil turistas visitavam diariamente o anfiteatro em forma de elipse, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. As obras de reconstrução da arena serão objeto de uma licitação europeia de 15 milhões de euros (US$ 18 milhões). Os trabalhos devem começar no fim deste ano ou início de 2022, com previsão de conclusão em 2023, informou Russo. 

O projeto selecionado, divulgado neste domingo, 2, será uma estrutura leve que poderá ser desmontada por completo e estará recoberta de accoya, uma madeira muito resistente, explicaram os engenheiros.  

As lâminas estarão equipadas com um sistema de rotação que permitirá a iluminação e ventilação natural das passagens subterrâneas. A água da chuva será coletada para proteger melhor as ruínas e também para ser usada nos banheiros públicos do monumento mais visitado de Roma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.