Ronald Grant Archive/Handout
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Ícone do cinema e da moda, Audrey Hepburn ganha exposição em Bruxelas

Mostra traz um retrato da vida íntima da atriz, que faria 90 anos no dia 4 de maio

Redação, AFP

01 de maio de 2019 | 11h10

Se estivesse viva, a estrela hollywoodiana Audrey Hepburn, nascida em Bruxelas em 1929, completaria 90 anos no dia 4 de maio.

Uma exposição que retrata a vida íntima deste ícone do cinema e da moda mundial será inaugurada nesta quarta-feira, 1, na capital belga por ocasião deste aniversário.

A exposição Intimate Audrey foi projetada em torno de mil fotos e itens pessoais coletados por um de seus dois filhos, Sean Hepburn Ferrer, nascido em 1960 de sua relação com o ator e produtor americano Mel Ferrer.

Além de estrela de Hollywood em ascensão meteórica - ela recebeu um Oscar aos 25 anos, por seu papel em A Princesa e o Plebeu -, a exposição enfoca a mulher, a mãe e a trabalhadora humanitária que ela foi durante os últimos cinco anos de sua vida (1988-93) como embaixadora da Unicef.

"Basicamente não aprendemos nada de novo, mas, quando chegamos ao fim da exposição, dizemos a nós mesmos que a menina pela qual o mundo se apaixonou floresceu nesta mulher que aqui podemos ver", afirma Sean Hepburn Ferrer à AFP durante uma visita ao evento, na véspera da abertura.

"Essa mulher, que era um ícone de estilo, basicamente viveu com vestidos de algodão por toda sua vida, uma vida simples", acrescenta ele, referindo-se à estrela frequentemente associada ao longo e sexy tubinho preto, criação de Givenchy, usado em Bonequinha de Luxo.

Audrey Hepburn, cujo nome verdadeiro era Audrey Ruston, nasceu em 4 de maio de 1929 em Ixelles, em Bruxelas, filha de mãe holandesa e pai britânico que trabalhava na filial do Banco da Inglaterra na Bélgica.

Na exibição com cerca de 800 fotos, alguns retratos inéditos em preto e branco evocam essa genealogia, a severidade da aristocracia holandesa, um mundo em que ela se formou quando criança. Então vieram os primeiros passos em Londres, onde a adolescente sonhava em se tornar bailarina.

De acordo com Sean, Audrey Hepburn teria que desistir de seu sonho por falta de uma condição física adequada, pois seu desenvolvimento muscular sofreu com as privações da guerra, e o cinema acabou sendo "uma escolha natural".

Dois filhos, dois Oscars

O encontro com a escritora francesa Colette, durante uma filmagem em Monte Carlo, foi decisivo. A autora a escolheu para viver Gigi em uma adaptação para o teatro de seu conto. "Isso a leva para Nova York, em 1950-51", lembra o filho Hepburn.

Uma foto das duas mulheres está entre as centenas de objetos apresentados, desenhos, escritos da estrela, o vestido de seu casamento com Mel Ferrer - a quem conheceu através de Gregory Peck - e seu passaporte de embaixatriz das Nações Unidas.

Este trabalho voluntário, particularmente com crianças vítimas do conflito somali, rendeu a ela outro Oscar, em 1993, o ano em que morreu em sua propriedade suíça como consequência de uma forma rara de câncer.

A estatueta "humanitária" que foi dada a Sean é mais uma atração da visita, e o primeiro Oscar permaneceu nas mãos do segundo filho, seu meio-irmão italiano Luca Dotti.

"Somos dois, havia dois Oscars, ficamos cada um com um", explicou o filho mais velho, sorrindo.

A exposição, não longe das galerias reais e da Grand Place, acontece até 25 de agosto.

Seus rendimentos irão para a luta contra doenças raras e o câncer. Mais informações sobre a exposição em http://intimateaudrey.org/.

 

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