Humor com Cameron e Kate e um bom Ridley Scott

Arthur e os Minimoys

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

13h30 na Record

(Arthur et les Minimoys). França, 2006. Direção de Luc Besson, com Freddie Highmore, Mia Farrow.

O francês Besson virou saco de pancada da crítica em seu país - e no exterior - por fazer um cinema espetacular, à Hollywood. Mas, como produtor e diretor, desenvolve atividade importante e é responsável por um projeto grandioso - a cidade do cinema, que pretende estimular cinéfilos e formar profissionais, em Paris. Multimídia, Besson também escreveu série infantil, sobre os minimoys, que está adaptando para a tela. Este é o primeiro filme, sobre garoto de 10 anos que entra para um mundo de fantasia, em busca de um tesouro. A realização mistura live action com personagens criados no computador. Reprise, colorido, 103 min.

Mulheres Perfeitas

16h36 na Globo

(The Stepford Wives). EUA, 2004. Direção de Frank Oz, com Nicole Kidman, Bette Midler, Matthew Broderick, Christopher Walken, Glenn Close.

O livro de Ira Levin já havia sido adaptado por Bryan Forbes, com roteiro de William Goldman, em 1975, com Katharine Ross no papel que agora é de Nicole Kidman. Chamava-se Esposa em Conflito. Nicole faz executiva que acaba de perder o emprego e se muda com marido e filhos para comunidade de Connecticut em que tudo parece perfeito, na verdade perfeito demais, incluindo a excessiva devoção das mulheres aos companheiros. A revelação final só vai funcionar para quem não leu o livro nem viu o filme antigo. Quem já sabe do que trata não encontra atrativos para segurar o interesse. Reprise, colorido, 115 min.

O Amor não Tira Férias

21h30 na Record

(The Holiday). EUA, 2006. Direção de Nancy Meyers, com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Dustin Hoffman, Lindsay Lohan.

Cameron Diaz faz norte-americana que acaba de terminar um relacionamento. Kate Winslet é uma inglesa que também está solitária. Ambas trocam de casas e vão, cada uma, para o país da outra, em busca de romance. Comédia bonitinha, que o elenco ajuda a tornar melhor. Cameron, Kate, Jude Law, o próprio Jack Black, cujo humor não é para todos os gostos... Reprise, colorido, 137 min.

Deixados Para Trás 2

22 h na Rede Brasil

(Left Behind II: Tribulation Force). EUA, 2002. Direção de Bil Corcoran, com Brad Johnson, Chelsea Noble, Kirk Cameron.

Após o desaparecimento de milhões de pessoas em todo o mundo, as populações, apavoradas, voltam-se para o secretário-geral das Nações Unidas. Só um grupo sabe o que realmente está ocorrendo, e faz parte de um plano sinistro. O diretor Corcoran dirigiu episódios da série Stargate, se isso ajuda alguma coisa. Inédito, colorido, 94 min.

Coisa de Mulher

23h45 no SBT

(Brasil). 2005. Direção e interpretação de Eliana Fonseca, com Adriane Galisteu, Evandro Mesquita, Hebe Camargo, Cacá Amaral, Daniel Boaventura, Renata Fronzi.

Embora as incursões de Eliana Fonseca pelo longa não tenham correspondido à expectativa animada pelo curta Frankenstein Punk, este retrato do universo feminino por meio de cinco mulheres, habitantes do mesmo prédio (uma cansada do casamento, outra que sonha casar virgem, etc.) tem a credenciá-lo o prêmio Femina, que recebeu no Festival Internacional de Cinema Feminino. Inédito, colorido, 97 min.

Um Bom Ano

23h30 na Globo

(A Good Year). EUA, 2006. Direção de Ridley Scott, com Russell Crowe, Albert Finney, Marion Cotillard, Abbie Cornish, Didier Bourdon.

Ridley Scott fez tantos filmes ?grandes? - épicos, fantasias espaciais, dramas de guerra, etc. - que a maioria da crítica caiu matando neste trabalho ?pequeno? do diretor. Mas a história de Russell Crowe de volta ao vinhedo da família, na França, após a morte do pai, possui um encanto especial. Há apenas três anos, ninguém prestou muita atenção numa atriz francesa que integra o elenco, mas depois veio o fenômeno Piaf - veja para conferir a arte de Marion Cotillard. Inédito, colorido, 118 min.

O Príncipe

23h30 na Cultura

Brasil, 2002. Direção Ugo Giorgetti, com Eduardo Tornaghi, Bruna Lombardi, Ricardo Blat, Nydia Licia, Ewerton de Castro, Otávio Augusto, Elias Andreato.

Bruna Lombardi faz executiva responsável pela distribuição das verbas que grande empresa destina a projetos culturais. Tornaghi é o antigo amor que ela reencontra; e ele adquiriu respeitabilidade no meio intelectual pela tese de doutorado sobre O Príncipe, de Maquiavel. Giorgetti quer discutir o País, a questão cultural, as leis de patrocínio, mas, basicamente, quer falar de relações. O filme se pretende sério, crítico, mas isso não significa que seja necessariamente bom. Reprise, colorido, 102 min.

O Homem da Lei

0h30 na Rede Brasil

(Lawman). EUA, 1971. Direção de Michael Winner, com Burt Lancaster, Lee J. Cobb, Robert Ryan, Robert Duvall, Shree North.

A emissora anuncia de novo o filme que programou há duas semanas. Burt Lancaster faz xerife que chega a cidadezinha em busca de fugitivo e enfrenta a hostilidade da população. Apesar do desfecho insatisfatório, este western tem certa classe. O elenco ajuda, especialmente Robert Ryan, que está ótimo. Nos cinemas, chamou-se Mato em Nome da Lei. Winner depois decepcionou, criando a série Desejo de Matar para Charles Bronson (mas tem quem goste). Inédito, colorido, 98 min.

Sexo - Prazer e Emoção

1h45 na Bandeirantes

(The Click - Balls of Thunder). EUA, 1997. Direção de Rolfe Kanefsky, com Robert Donovan, Sita Renne.

Paródia dos filmes de 007, na qual agente secreto cruza com o Dr. Fez e se apropria do aparelhinho estimulador da libido criado pelo cientista. O título original, Balls of Thunder, Bolas de Trovão, dá uma ideia da potência do herói. Reprise, colorido, 93 min.

A Fuga

2h45 na Rede Brasil

(The Getaway). EUA, 1994. Direção de Roger Donaldson, com Kim Basinger, Alec Baldwin, James Woods.

O diretor neozelandês Donaldson tem bons filmes no currículo, mas este não é o caso do desnecessário remake do thriller de Sam Peckinpah, com Steve MacQueen e Ali MacGraw, de 1972. O título era outro, Os Implacáveis. Kim Basinger se envolve com chefão para tirar o marido da cadeia. Donaldson é mais gráfico do que Peckinpah nas cenas de sexo, mas havia mais tensão erótica no filme antigo. Reprise, colorido, 112 min.

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