Philippe Wojazer/Reuters
Philippe Wojazer/Reuters

'Homem-Aranha' francês é condenado a 8 anos de prisão por roubo de pinturas de 100 milhões de euros

Vjeran Tomic, de 49 anos, furtou as obras do Museu de Arte Moderna, na capital francesa, em maio de 2010

Chine Labbé, Reuters

21 de fevereiro de 2017 | 09h27

Um criminoso conhecido como "Homem-Aranha" foi condenado a oito anos de prisão nesta segunda-feira, 20, por roubar cinco pinturas de um museu de Paris avaliadas em 100 milhões de euros.

Vjeran Tomic, de 49 anos, disse a investigadores que invadiu o Museu de Arte Moderna da capital francesa em maio de 2010 com a intenção de levar obras de Fernand Léger e Amedeo Modigliani.

Quando entrou nas instalações, ele descobriu não haver nenhum sistema de alarme mais complexo e decidiu aumentar o butim incluindo pinturas de Pablo Picasso, Henri Matisse e Georges Braque.

Mais tarde os investigadores verificaram que o sistema de alarme realmente era defeituoso.

Tomic já acumulava 14 condenações por roubo de joias e obras de arte, muitas delas realizadas escalando paredes com agilidade para entrar em apartamentos --um recorde que lhe rendeu o apelido de "Homem-Aranha" no submundo.

Dois outros homens, o antiquário Jean-Michel Corvez e o comerciante de relógios Yonathan Birn, foram sentenciados a sete e seis anos, respectivamente, por lidar com as pinturas.

Os três ainda receberam multas pesadas --200 mil euros para Tomic e 150 mil euros para os outros dois.

Juntos eles ainda foram obrigados a restituir o valor total das obras --estimado em 104 milhões de euros-- à cidade de Paris.

Durante o julgamento, Birn disse ter jogado as pinturas fora. Nenhuma delas foi recuperada, e os investigadores parecem acreditar que elas não estão mais na França.

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