Hammerfall faz suspense sobre sua apresentação

Grupo sueco não revela repertório, mas promete aos fãs ''''uma atenção especial''''

Luís Fernando Bovo, O Estadao de S.Paulo

04 Outubro 2007 | 00h00

É tão comum encontrar o Hammerfall tocando por aqui que o guitarrista Oscar Dronjak até se confunde quando fala do número de vezes em que esteve no País. ''''Acho que é a sexta vez que vamos ao Brasil'''', afirmou o músico, em entrevista ao Estado de um hotel em Santiago, no Chile, penúltima parada antes da turnê brasileira. Os suecos, que fazem um power metal correto e pulsante, estão lançando o álbum Threshold e aproveitando para comemorar os dez anos de lançamento do disco de estréia, Glory to the Brave. No show que eles apresentam hoje, no Credicard Hall, dividirão a noite com a Lacrimosa, uma banda alemã que faz um som bem distinto do Hammerfall, calcado no gótico, mas com o peso das guitarras. O próprio guitarrista acha bizarra a mistura das duas bandas no mesmo dia. ''''Bem, acho que vai ser uma experiência interessante. Eles têm os fãs deles, nós, os nossos'''', diz. Por fim, revela, diplomático: ''''Mas não é o tipo de música que eu ouço.'''' O guitarrista anuncia que, para o show de hoje, a banda está preparando surpresas. ''''A apresentação em São Paulo é sempre a maior da nossa passagem pela América do Sul. Por isso, merece uma atenção especial'''', afirmou, sem revelar o que eles reservam aos fãs. Mas Oscar dá uma pista do que os suecos trazem na bagagem. ''''Vamos tocar os clássicos, mas também apresentaremos coisas novas.'''' Além de Oscar, fazem parte da banda o vocalista Joacim Cans, o guitarrista Stefan Elmgren, o baterista Anders Johansson e o baixista Fredrik Larsson, que reassumiu o posto deixado em 1997, após o lançamento do primeiro álbum. Larsson ocupa o lugar que era de Magnus Rosén, figura carismática que sempre foi marca registrada do Hammerfall. Quando analisa a carreira da banda, desde o primeiro álbum, Oscar ainda parece surpreso com o sucesso obtido nesse anos de estrada. ''''Conseguimos muito mais do que imaginávamos. Acho que ninguém na banda esperava algo assim. Espero continuar com isso por mais dez anos'''', confessa. Para o músico, o heavy metal ocupa atualmente um lugar de destaque no cenário musical. ''''Em alguns países, como nos Estados Unidos, o heavy metal não está tão forte como nos anos 80. Mas, nos países europeus, o movimento está mais forte do que nunca.'''' Sobre a febre dos downloads, Oscar diz que usa, sim, o computador para capturar músicas, mas afirma que utiliza a máquina apenas para buscar coisas antigas, nunca para baixar material inédito, que ainda não foi lançado oficialmente. ''''Sempre digo que o correto é pagar pelos downloads. Afinal, é preciso lembrar que o músico vive disso'''', diz. E você se lembra qual o último CD que comprou, Oscar? ''''Claro. Foi o novo do King Diamond.''''

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