Reprodução YouTube
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Grupo queima suposto rascunho de Picasso para 'eternizá-lo' como obra digital

Coletivo Unique One queimou a obra 'fumeur V' e colocou à venda imagem do que restou

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2021 | 08h08

O Coletivo Unique One cumpriu o prometido: depois de adquirir um suposto rascunho de Pablo Picasso, datado de 1964, o grupo queimou a obra, na quinta-feira, 15. A ação resultou em dois Tokens não fungíveis, ou NFTs: um com a reprodução da peça original e outro com o que sobrou da queima.

A ação fazia parte do projeto The Burned Picasso, ou Picasso queimado, criado pelo grupo Fractal Studios, que anunciou em junho tal medida. O ato foi registrado em vídeo, que mostra um dos artistas utilizando uma espécie de lança-chamas acoplado a um botijão de gás para incendiar a obra.

Segundo o grupo, objetivo era "eternizar no blockchain" o suposto rascunho feito por Picasso. A obra, Fumeur V, foi comprada pelo grupo em abril de 2021 em um leilão na Christie's por cerca de US$ 20 mil.

Inicialmente, a ideia era criar apenas um NFT da obra original, mas o coletivo decidiu surpreender com a queima do trabalho, que resultou em um novo NFT, com os restos queimados do rascunho que, como mostra o vídeo, manteve a assinatura de Picasso, mesmo após a destruição.

Agora, os chamados "The Burned Picasso 1" (com imagem da obra original) e "The Burned Picasso 2" (exibindo o que sobrou depois da queima) estão registrados no Unique One Art Marketplace. A segunda peça já está a leilão até o final do mês sob o preço inicial de 0,25 ether (ETH), o equivalente a cerca de US$ 450.

Segundo o grupo, ao queimar a obra, o Fractal Studios estaria avançando na inclusão da dinâmica do blockchain nas esferas pessoais de valor. "Ao queimar o Picasso e cunhar seu NFT correspondente, o NFT se torna a reserva de valor e a procedência da obra de arte original passa para a web 3.0", pontua um manifesto assinado pelo grupo.

Assista ao vídeo:

 

 

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