Emil Bauch
Emil Bauch

Gravuras do Itaú Cultural foram furtadas da Biblioteca Nacional

Perícia confirmou que oito obras de Emil Bauch são as mesmas que sumiram da instituição carioca em 2004

O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 21h31

RIO - Uma perícia realizada comprovou que oito gravuras de Emil Bauch (1823-1874) que estavam de posse do Itaú Cultural são as mesmas que haviam sido furtadas da Biblioteca Nacional, na região central do Rio de Janeiro, em 2004. O resultado da investigação foi anunciado na tarde desta sexta-feira, 23, e as peças serão restituídas à biblioteca.

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O caso veio à tona em 14 de março, após o jornal Folha de S.Paulo receber uma carta manuscrita de Laéssio Rodrigues de Oliveira, ladrão confesso de obras raras e que está preso na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense. Oliveira revelou que as oito pranchas expostas haviam sido furtadas por ele em 2004.

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No mesmo dia, o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, levou pessoalmente as obras à presidente da entidade, Helena Severo. Eles anunciaram que as gravuras passariam por perícia, concluída nesta semana.

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As peças foram adquiridas pelo Itaú Cultural em 2005. À época, elas estavam de posse do colecionador Ruy Souza e Silva, ex-marido de Neca Setubal, filha de Olavo Setubal e herdeira do Itaú. Na carta enviada à reportagem, Oliveira afirmou ter vendido as peças a Souza e Silva. Ele rebateu a afirmação e garantiu que adquirira as obras em uma loja tradicional de Londres.

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