EFE/Andy Warhol Museum
EFE/Andy Warhol Museum

Gravuras de Andy Warhol roubadas nos EUA foram substituídas por obras falsas

Polícia de Los Angeles está investigando o roubo e buscando as originais

Veronica Rocha, Para L.A. Now

11 de setembro de 2015 | 11h47

Nove gravuras de Andy Warhol avaliadas em US$ 350 mil foram roubadas de uma empresa em Los Angeles e substituídas por falsos, segundo um documento.

O Departamento de Obras de Arte da polícia de Los Angeles está investigando o roubo e buscando as obras originais, informou o detetive Don Hrycyk.

Os trabalhos fazem parte de duas coleções originais do artista pop, em silk-screen, segundo um depoimento entregue ao Tribunal Superior de Los Angeles.

Seis delas assinadas pertenciam à coleção Ten Jews of the Twentieth Century, de 1980, avaliadas em US$ 150 mil, com imagens de Louis Brandeis, Martin Buber, George Gershwin, Sarah Bernhardt, Gertrude Stein e Sigmund Freud.

As outras peças roubadas pertenciam à valiosa coleção Endangered Species, de 1983, e são três gravuras assinadas o Tigre Siberiano, a Águia Careca e o Aríete de Grandes Chifres. A coleção foi avaliada em US$ 200 mil.

Os investigadores acreditam que o ladrão fotografou as gravuras e as substituiu por grandes cópias em cores, diz o documento. O ladrão provavelmente usou um instrumento especial para retirar as delicadas peças das paredes e desparafusar as molduras.

É possível que elas tenham sido roubadas nos três últimos anos por causa da condição dos falsos.

Os proprietários das obras roubadas não notaram de imediato que as gravuras eram falsas.

Quando um deles se deu conta de que algumas obras não estavam em condições perfeitas e suas molduras precisavam ser substituídas, levou duas delas a uma loja especializada de West Adams, que trabalha com obras de arte de altíssima qualidade.

Ao inspecionar as gravuras em julho, o proprietário da loja descobriu que eram falsas. As cópias não tinham assinatura nem o número da edição. As linhas também eram pouco nítidas.

Foi então que os proprietários examinaram as outras peças da coleção e notaram que nove haviam sido substituídas por cópias.

As gravuras decoram as paredes da empresa da família no quarto andar de um edifício comercial. O nome da empresa estava na declaração juramentada, mas a família usa o espaço para a edição de filmes.

Pelo menos uma das gravuras pode ter sido vendida. Uma gravura da Águia Careca foi vendida num leilão da Bonhams em outubro de 2011, diz o documento. A gravura parece semelhante à obra roubada.

Os investigadores acreditam que detalhes sobre a venda do original poderão levá-los à gravura, para então devolvê-la ao proprietário.

Tradução de Anna Capovilla

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