Globo enxuga farsa

A Favorita Exportação: Lá fora, Flora é a megera desde o início

Keila Jimenez, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

Em A Favorita, a vilã é vilã desde o começo, e a mocinha é mocinha. Pelo menos para o mercado internacional. Para comercializar a novela de João Emanuel Carneiro aos mercados acostumados aos novelões, a Globo resumiu a reviravolta total no folhetim, que aqui só se deu por volta do capítulo 50.

A emissora temia que a estratégia do autor - que no meio da história praticamente iniciou outra trama ao revelar que Flora (Patrícia Pillar) era a vilã, e não a coitadinha - não fosse compreendida pelos telespectadores latinos, consumidores da teledramaturgia clássica e maniqueísta desde o início.

Para tanto, em sua embalagem internacional, A Favorita perdeu cerca de 50 de seus 197 capítulos, boa parte deles da fase em que o público acreditava ainda que a megera era Donatela (Cláudia Raia). Com isso, a distância entre a apresentação da história e a reviravolta do bem e do mal foi encurtada. A Globo acreditava que a demora para revelar quem é quem afastasse a audiência.

A nova embalagem de A Favorita já foi vendida para mais de 15 países. Desde o mês passado, é exibida no Chile, em Porto Rico e no Equador.

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