G.I.Joe, um tripé que funciona

Amor e efeitos: versão carne e osso dos bonecos de ação

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

Falcon, Comandos em Ação - os bonecos da série G.I. Joe - Origem de Cobra percorreram um longo caminho até chegar ao cinema na versão carne e osso de Josef Sommers. Nos EUA e no Brasil, a estratégia da distribuidora Paramount foi esconder o filme da crítica e exibi-lo somente para fãs. Nos EUA, sites que davam aprovação de mais de 80% a Origem de Cobra despencaram para rejeição de 60% quando começaram a surgir as críticas. Os números cairiam de qualquer maneira, mesmo que a distribuidora não tivesse provocado. Sommers é um dos diretores que críticos que se prezam têm prazer em odiar.Ele fez a série A Múmia e Van Helsing, que foi tratado a pontapés nos cinemas, mas costuma ser um bom programa na TV. O veículo tende a nivelar tudo por baixo, é verdade - isso ajuda. Mas vale citar os filmes precedentes porque explicam G.I. Joe. Josef Sommers, um autor?É um romântico. O que une todos esses filmes são as histórias de amores impossíveis, ou de homens tentando resgatar as mulheres que perderam. A múmia não consegue ressuscitar sua amada, Van Helsing enterra a dele no final, mas o capitão Duke Hauser... Logo na abertura de A Origem de Cobra, ele identifica sua ex (sempre) amada Ana como a baronesa a soldo do vilão vendedor de armas. O que a fez se aliar ao inimigo?Como os filmes anteriores de Sommers, G.I. Joe estrutura-se no tripé amor difícil, senão impossível; ação, de preferência pauleira; e efeitos, muitos efeitos. Críticos não gostam de nada disso, mas, cá para nós, é divertido e Channing Tatum e Sienna Miller, como Duke e a baronesa, formam uma dupla em ponto de bala.

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