Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Galerias da SP-Foto apostam em novos artistas e colecionadores

No evento, é possível conferir trabalhos de fotógrafos consagrados e artistas em asecensão

Thaís Ferraz, especial para O Estado

23 de agosto de 2019 | 03h00

Fotógrafos e colecionadores jovens são algumas das apostas da 13.ª edição da SP-Foto – Feira de Fotografia de São Paulo, que segue em cartaz até domingo, 25.

No evento, é possível conferir trabalhos de fotógrafos consagrados, como Jean Manzon (1915-1990), Helmut Newton (1920-2004) e Sebastião Salgado, mas também de artistas em ascensão, como o sul-africano David Ballam, o paulistano Júlio Bittencourt e o mineiro Lucas Dupin. 

De olho no futuro, as galerias também procuram atrair novos colecionadores, que se identificam com o trabalho dessa ‘nova guarda’ da fotografia.

O galerista Paulo Kassab Jr., da Lume, afirma que acompanhar o trabalho de novos fotógrafos é essencial. “Geralmente, eles estão falando do que é contemporâneo, e a época em que vivemos é muitas vezes diferente da retratada por artistas mais antigos”, explica.

Kassab Jr. também destaca um fator econômico. “Para o colecionador, investir em um artista novo não é tão caro. Daqui a um tempo, as obras desse fotógrafo tendem a se valorizar”, conta também. 

Marcos Amaro, da galeria Kogan Amaro, afirma que fotógrafos jovens têm apelo maior para algumas gerações. “Na faixa etária de 20, 30 anos, é difícil encontrar muita gente que se interesse por arte moderna ou vintage, no caso da fotografia”, afirma. “É um olhar que requer uma certa sofisticação, um certo amadurecimento.” 

Para ele, isso significa que o público vai olhar mais atentamente para a arte contemporânea. “O fotógrafo jovem consegue capturar o zeitgeist e gera uma aproximação, uma identificação com o público.”

Compra. Amaro afirma que o colecionismo de fotografia cresceu no Brasil nos últimos anos. “Uma série de fatores contribuiu para que isso acontecesse: eventos como a SP-Foto e a Paraty em Foco, o Clube dos Bandeirantes, a internacionalização de fotógrafos como Sebastião Salgado”, explica. Ele aponta ainda a existência de dois tipos de colecionador: o exigente, que compra após muita pesquisa, e o comum, formado por compradores que amam a arte mas ainda não têm background.

A organização da SP-Foto estima que cerca de 20% dos visitantes sejam colecionadores. Há opções para todos os gostos: a partir de R$ 2 mil, por exemplo, é possível levar algumas das fotografias para casa.

Os valores, no entanto, são bastante diversos. Uma foto da série The Last Resort (1982-86), de Martin Parr, custa em torno de R$ 40 mil. Obras de artistas consagrados internacionalmente podem ultrapassar a casa dos R$ 200 mil. 

SP-FOTO. JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, tel. 3152-6800.5ª a sáb., 14h/21h; dom., 14h/20h.Até 25/8.

 

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