Fred Martins num terceiro bom tempo

Com pitadas de samba e soul, vencedor do Prêmio Visa lança amanhã CD e DVD

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

07 de dezembro de 2007 | 00h00

São Paulo, onde, no ano passado, o niteroiense Fred Martins sagrou-se campeão do 9º Prêmio Visa de Música Brasileira (Edição Compositores), o receberá de volta amanhã para o lançamento do CD e DVD Tempo Afora (Gravadora Eldorado). O show será no Sesc Pompéia. No repertório, algumas das canções de Fred que ganharam o público na voz de Ney Matogrosso (Tempo Afora e Novamente), Maria Rita (Sem Aviso) e Zélia Duncan (Flores), e muitas inéditas.O DVD, o primeiro da carreira, traz o registro de uma apresentação também em São Paulo (no Bourbon Street, gravado em janeiro). A idéia inicial era fazer só o CD - já lançado no Rio, Belo Horizonte e Brasília -, que era parte da premiação. Como Fred já vinha com um projeto em parceria com o Canal Brasil, optou-se por lançar os dois juntos. Para o compositor, que ainda pavimenta seu caminho como cantor, a idéia veio bem a calhar.''''É interessante para as pessoas terem uma visão maior do meu trabalho. As portas estão se abrindo, estou caminhando, mas as pessoas ainda não me conhecem'''', diz Fred, que compõe ''''desde garoto''''. ''''O canto veio depois, mas a vontade de mostrar o trabalho, de ter banda, de estar na rua, veio bem depois. Eu quis aprender isso'''', conta, no making of do DVD.Tempo Afora é seu terceiro CD. Nele, estão algumas das canções já presentes em Janelas (2001) e Raro e Comum (2005). Mistura levadas de rock (A Chave), bossa-novistas (O Samba me Diz) e ainda pitadas de samba e soul. São oito os músicos que o acompanham - tem acordeão, sax, trombone...A maioria das canções de Fred é co-assinada por Marcelo Diniz, o grande parceiro. ''''O Fred tem uma sensibilidade enorme ao receber a letra, uma capacidade de escolha, de modificação das letras, que é muito interessante'''', descreve Diniz, também no making of.Aos 38 anos, o compositor, que trabalhou por dez fazendo transcrição da obra de nomes como Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil e Noel Rosa para songbooks, tem o maior prazer ao escutar suas canções na voz de outros intérpretes - ''''é o termômetro que eu tenho para ver que o trabalho está indo para um caminho bom'''', justifica.Mas o que ele quer mais ainda é ouvir o público cantando. Como Fred declarou ao ganhar o Prêmio Visa, ''''o que Noel Rosa uma vez falou é a base para qualquer compositor: sua maior alegria era quando estava na rua e alguém passava assobiando uma música dele''''.Serviço Fred Martins. Teatro do Sesc Pompéia (344 lug.). Rua Clélia, 93, 3871-7700. Amanhã, 21 h. R$ 4 a R$ 16

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