Fondation Henri Cartier-Bresson|Divulgação
Fondation Henri Cartier-Bresson|Divulgação

Sebastião Salgado e Cartier-Bresson ganham mostra na Itália

Exposição revela a evolução do país nos últimos oitenta anos

EFE, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 11h32

Grandes mestres da fotografia como Henri Cartier-Bresson, Roberto Capa e Sebastião Salgado se uniram em uma exposição em Milão para mostrar ao público a evolução da Itália nos últimos oitenta anos.

A mostra intitulada Henri Cartier-Bresson e outros – Grandes fotógrafos e Itália podera ser vista a partir de 7 de fevereiro de 2016 no Pallazo della Ragione Fotografia de Milão, um espaço expositivo dedicado à fotografia e inaugurado em junho de 2014. 

A exposição dá destaque especial para Cartier-Bresson, por excelência fotojornalista, um dos grandes gênios da fotografia do século XX e um dos fundadores da Magnum Photos, agência de renome internacional.

Na exposição poderá ser visto o trabalho de outros 35 nomes internacionais, como Capa, Helmut Newton, Sebastião Salgado, Joan Fontcuberta ou Steve McCurry.

A exposição, organizada pela italiana Giovanna Calvenzi, inclui 200 imagens que são divididas em sete áreas temáticas e com um passeio pela evolução do país e curiosamente a transformação sofrida pela fotografia e sua linguagem nos últimos oito décadas.

Promovida pela Prefeitura de Milão, juntamente com outras entidades, a exposição é a continuação da exposição Itália Inside Out, que no início deste ano apresentou a visão do país, concebida por fotógrafos italianos.

Agora, esta emocionante viagem através do país alpino revela "a cultura, a sociedade, os costumes e valores da Itália apreciado do ponto de vista de artistas internacionais", disse o assessor de Cultura de Milão, Filippo Del Corno.

A exposição também inclui uma reinterpretação do mundo da fé pelo polonês David Seymour; o fascínio que sentia o japonês Nobuyoshi Araki pelas máscaras venezianas; imagens inesquecíveis do espanhol Joan Fontcuberta em museus de ciência de Bolonha ou o testemunho de pescadores de atum na Sicília imortalizada pelo brasileiro Sebastião Salgado.

A paixão pela fotografia em preto e branco, longe da fotografia documental próxima à poesia, também tem um espaço reservado nesta exposição. Ela vem defendida pelo fotógrafo e editor francês Claude Nori, que fez jornada ao longo da costa do Adriático, mas também pelo gênio nascido em Berlim, Helmut Newton, cuja obra 72 obras em Roma recria um passeio à noite o centro monumental da capital.

Finalmente, esta viagem através da Itália também aborda uma fotografia de denúncia, que não tem escrúpulos em apresentar as dificuldades que o país enfrenta, graças às imagens do norte-americano Art Kane e sua crítica ao desaparecimento de Veneza; e Michael Ackerman e sua percepção de Nápoles.

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