Orlando Pilo Duarte
Orlando Pilo Duarte

Fotografia vintage é destaque entre galerias da SP-Arte/Foto 2018

Galeristas apostam no resgate de registros de fotoclubes brasileiros

Pedro Rocha, Especial para o Estado

20 de agosto de 2018 | 06h00

No ano em que a feira SP-Arte/Foto, em sua 12ª edição, homenageia o trabalho do fotógrafo German Lorca, que ainda no início da carreira foi membro do tradicional Foto Cine Clube Bandeirantes, galerias apostam na venda de fotografias vintage em seus estandes. Obras de grandes nomes da época e registros que rodaram o mundo por salões fotográficos são os principais destaques.

Na MaPa, o galerista Marcelo Pallota apresenta uma coleção que vem garimpando nos últimos cinco anos, por meio de leilões e em contato com as famílias de artistas da época. “Os nomes não são tão famosos, mas são registros que participaram de importantes festivais”, explica.

O histórico dessas fotos é mantido em seu verso. Na época, a mesma impressão viajava de festival em festival. Uma das obras apresentadas pela MaPa, a foto Batalhão Fantasma, de Orlando Pilo Duarte, apresenta, no verso, os 11 selos dos salões pelos quais passou. “É muito interessante ver esse registro físico registrado.”

Já na galeria Gávea, a aposta será em fotos de Luiz Braga e ainda nomes expoentes do Foto Cine Clube Bandeirantes, como Ademar Manarini, Eduardo Salvatore e Paulo Pires. Este ano, a galeria dividiu seu estande em dois, uma parte para a tradicional exibição contemporânea, e outra para as fotografias vintage, que são cópias únicas, feitas na época dos registros e com a aprovação dos próprios fotógrafos.

“A fotografia modernista é muito clara, passível de identificação, com destaque para luzes e sombras”, explica Isabel Amado, sócia da Gávea e que já negociou a venda de fotogrfias vintage para o MoMA, em Nova York, e o Tate, de Londres. Segundo ela, as impressões vintage estarão disponíveis na feira por valores que vão de 12 a 50 mil reais.

++ Galerias aproveitam SP-Arte Foto para realizar mostras individuais

No estande da galeria MaPa, o fotoclubismo brasileiro será lembrado também com o lançamento de um livro sobre Eduardo Salvatore, de autoria de Marly Porto. “Falar de Salvatore é falar da história do Foto Cine Clube Bandeirantes, e também do fotoclubismo paulista”, afirma a autora.

“O movimento, no mundo, teve uma importância muito grande. Foi quando a fotografia foi elevada para uma categoria de arte”, acredita a pesquisadora. Segundo Marly, os fotoclubes paulistas chegaram a ter mais associados que todos os outros clubes brasileiros, e não só se tornaram referência na fotografia mundial, como serviram de forte influência para o fotojornalismo.

SP-ARTE/FOTO

Shopping JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. 5ª a sáb., 13 às 21h. Dom., 13 às 20h. Gratuito. Até 26/8.

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