Tiago Queiroz/ Estadão / 5-8-2009
Tiago Queiroz/ Estadão / 5-8-2009

Fotógrafa Vania Toledo morre aos 75 anos, em São Paulo

De acordo com sua irmã, Maria Goretti, ela estava internada na Santa Casa e teve complicações provenientes de infecção urinária, que levou uma septicemia e arritmia cardíaca

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 08h17

Morreu nesta quinta-feira, 16, aos 75 anos, a fotógrafa Vania Toledo. Segundo sua irmã, Maria Goretti, ela estava internada na Santa Casa e teve complicações provenientes de infecção urinária, que levou uma septicemia e arritmia cardíaca. O velório da fotógrafa será realizado nesta quinta, 16, às 16h, no Crematório Bosque da Paz, em Vargem Grande Paulista.

Pela manhã, seu filho, Juliano, postou uma mensagem de despedida no Facebook. "E com muita dor, mas muita dor que venho comunicar O falecimento da minha mãezinha querida assim que souber detalhes do velório e e da cerimônia de cremação eu posto aqui???! Voaaa mamãe?!!!Te amo infinito!!!"

Muitas das imagens da área cultural ao longo do tempo foram captadas pelas lentes da mineira Vânia Toledo. Nascida em Paracatu, em 1945, chegou a São Paulo em 1961, e foi estudar Ciências Sociais na USP. Autodidata, começou na área da fotografia ainda de forma amadora, e é reconhecida como pioneira em registrar a noite paulistana. 

Trabalhou para diversos órgãos de imprensa do Brasil e também do exterior, como Vogue, Interview, Claudia, Veja, IstoÉ, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Time, Life. Em 1981,  abriu seu estúdio. Sempre ligada às artes, foi responsável pela produção de capas de livros, discos, além de calendários. Logo no início de sua trajetória, em 1980, revelou-se uma profissional ousada, fazendo as imagens para o livros com nus masculinos e, em 1992, vieram os nus femininos, com atrizes revelando suas fantasias, com a qual foi premiada e ganhou exposição. 

Ela registrou com sua câmera desde a passagem do autor espanhol Fernando Arrabal pela cidade na época da montagem de Cemitério de Automóveis (1968) até hoje (a última foi o musical Tom e Vinicius em 2008), passando por importantes encenações como O Balcão (1969), Macunaíma (1978), Hair (1968), Fala baixo senão eu grito (1969), O arquiteto e o imperador da Assíria (1970), Beijo no Asfalto (1970), Seu tipo inesquecível (1970), Os rapazes da banda (1971), Alícia que delícia (1977), Doce Deleite (1981), O Mistério de Irmã Vap (1988), A vida é sonho (1991) e tantas outras.

https://www.facebook.com/juliano.toledo/posts/10159333535658475

 

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