Finalmente confirmado:The Police a caminho

Grupo inglês fechou única apresentação para o Maracanã, no dia 8 de dezembro

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2007 | 00h00

A empresa de show biz Brasil 1 Entretenimento (resultado da fusão das cariocas Emo4 e Brasil 1) confirmou ontem que fechou contrato com uma das mais cobiçadas turnês de rock da atualidade, a do grupo inglês The Police, que está fazendo uma excursão com os integrantes originais: Stewart Copeland (bateria), Andy Summers (guitarra) e Sting (voz e baixo). Um único show foi acertado: dia 8 de dezembro, no Maracanã, Rio de Janeiro.Para se ter uma idéia da expectativa: os dois shows da turnê americana no Madison Square Garden, em Nova York, nos dias 1.º e 3 de agosto, tiveram os ingressos esgotados em apenas 15 minutos. Dos 40 shows americanos, todos foram ''''sold out'''' (com ingressos esgotados).A reunião do grupo, que tinha se separado no início dos anos 80, começou a ser engendrada este ano, durante apresentação na 49ª edição do prêmio Grammy. Lá, eles anunciaram que tocariam no show beneficente Live Earth, em julho, e provavelmente sairiam em turnê durante a temporada festejando os 30 anos do Police.Havia 23 anos que não faziam uma excursão como essa. Não foram divulgadas ainda informações sobre a venda de ingressos - segundo a organização, serão conhecidas em meados de outubro. Esse é o quarto show da banda confirmado na América do Sul: nos dias 1 e 2 de dezembro, apresentam-se no Estádio do River Plate, em Buenos Aires, Argentina; no dia 5, estarão no Estádio Nacional de Santiago, Chile.Formado em Londres, em 1977, o grupo The Police foi um dos raros grupos de rock brancos (o Clash foi outro) a adotar o reggae como combustível de parte de sua estética. Foi imensamente influente no rock brasileiro nos anos 80, tendo como um dos seus principais ''''discípulos'''' o grupo brasiliense Paralamas do Sucesso - o baterista João Barone sempre assumiu a fonte.A banda ganhou em sua trajetória cinco Grammys, e emplacou sucessos planetários como Message in a Bottle, Roxanne e Every Breath You Take. Separados, suas atuações foram diversas e múltiplas. O guitarrista Andy Summers, por exemplo, revelou-se um fã da bossa nova e esteve no Brasil em dezembro, num show no Teatro Fecap ao lado do brasileiro Roberto Menescal. Ele acaba de lançar o livro de fotografias I''''ll Be Watching You (Taschen Publishing), no qual compila cerca de 600 flagrantes do Police entre 1980 e 1983, durante suas turnês.Sting, além de bem-sucedida carreira-solo, revelou-se também um ativo ambientalista, e fez diversas viagens ao Brasil, engajando-se em causas indígenas, nos anos 80 e 90. Com o Police, ele tocou no Maracanãzinho em 1982. A última vez foi no Rock in Rio, em 2001. Os outros dois integrantes, Copeland e Summers, estiveram tocando nos anos 80 em São Paulo e Rio com o projeto Rush Hour, com um grupo que incluía o baixista Stanley Clarke e uma cantora diletant e chamada Deborah Holland.Segundo a empresa Brasil 1 Entretenimento, as negociações para a vinda do The Police envolveram as empresas Live Nation, dos Estados Unidos e DG Médios Y Espetáculos, da Argentina. A Brasil 1 não era a única brasileira na disputa: a CIE Brasil (agora T4F) e o empresário Rafael Reisman, de Brasília, estiveram disputando.Em entrevista de fôlego publicada pela revista Rhythm deste mês, reportagem de capa, o baterista Copeland revela que considera os músicos hoje melhores que no passado, diz que Summers é o que mais evoluiu e que Sting é ''''o Rei Sol, o Leão de Judah, quando sobe ao palco já toma o controle''''.Copeland diz que ele mesmo ficou surpreso com a decisão de fazerem uma nova turnê após tanto tempo. ''''Sting fez o primeiro movimento para nos trazer de volta'''', afirmou. Já Andy Summers, falando à revista Guitarist de agosto, contou a história com mais detalhes. Disse que os três estavam participando do Festival de Cinema de Sundance. ''''Sting estava lá com a mulher dele e eu fui para apoiar Stewart com seu filme sobre o Police. Então estávamos todos lá. Eu estava com Stewart e Sting nos encontrou num bar, e alguém tirou uma foto maravilhosa que em 30 minutos já corria o mundo. O que aconteceu foi: naquela fotografia nós parecíamos uma banda, a semente estava plantada'''', ponderou.''''Como encaramos isso? Bom, de um lado nós estamos mais velhos e mais sábios. Por outro, estamos mais rabugentos e agarrados aos hábitos. Nossas idiossincrasias estão sedimentadas e isso requer um grande acordo zen entre todos. Mas há um profundo amálgama também, para chacoalhar os desentendimentos. E nós temos muitos desacertos: veloz/devagar, alto/baixo, para cima/para baixo. Todos somos muito cuidadosos e isso gera muitos conflitos. Mas às vezes parece que o conflito, que é o mesmo velho conflito que costumávamos ter, parece ser a fornalha que produz o calor.''''

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