Filme é melhor que primeiro, mas ainda não é Clouseau

Locações fantásticas, um elenco all stars, rica produção. Mas nada disso faz de A Pantera Cor-de-Rosa 2 um candidato a bom filme. É mais uma comédia popular que certamente vai se dar muito bem nas férias, vai levar milhões aos cinemas, mas não vai tornar memorável o inspetor Clouseau de Steve Martin. Não dessa vez.Nesta seqüência, o trapalhão Clouseau foi rebaixado pelo chefe de polícia Dreyfus (John Cleese) e está trabalhando como guarda de trânsito. Mas uma série de assaltos fenomenais de artefatos históricos (roubam até o anel do papa enquanto ele dorme) faz com que seja criada uma força-tarefa internacional, reunindo o "dream team" da investigação. Para contrariedade de Dreyfus, o trapalhão Clouseau é requisitado.Assim, chegam a Paris quatro detetives, o italiano Vicenzo (Andy Garcia), o inglês Pepperidge (Alfred Molina), o japonês Kenji (Yuki Matsuzaki) e a misteriosa Sonia (Aishwarya Rai). Bem debaixo de seus narizes, o ladrão zombador rouba a mais preciosa das jóias, o diamante Pantera Cor-de-Rosa.No meio de tudo, o dedicado auxiliar de Clouseau, Ponton (Jean Reno) está com problemas conjugais. A mulher o enxota de casa, e ele leva os dois endiabrados filhos consigo para a casa de... Clouseau - que, por seu turno, também enfrenta problemas com o coração, já que Nicole (Emily Mortimer), sua adorada assistente, está sendo cortejada por Vicenzo."É um filme baseado em gags, porque eu amo gags. Mas não basta ter um conjunto de boas gags, é preciso ter uma história", diz Martin, que faz também homenagem a um personagem dos clássicos de Sellers, o mordomo Kato - várias cenas com Kato são "sampleadas" nessa versão. "Nós não usamos Kato no primeiro porque achávamos que ele seria um pouco racista", diz. "Então, optamos por homenageá-lo de forma diferente, por meio de outros personagens."O politicamente correto perpassa todo o filme. Clouseau até é submetido ao exame cotidiano de uma professora de correção. O repórter viajou a convite da Columbia Tristar Pictures

Jotabê Medeiros, Nova York, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2008 | 00h00

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