Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Fila marcou primeiro dia da exposição de Picasso no CCBB

Mostra do artista espanhol teve uma média de 300 pessoas por hora, no Centro

Guilherme Sobota e João Fernando, O Estado de S. Paulo

25 Março 2015 | 20h03

O primeiro dia da exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, nesta quarta, 25, registrou filas, mas não houve tumultos. De acordo com os seguranças, uma média de 300 pessoas visitaram por hora o local, e os primeiros chegaram perto das 7 horas. Com entrada gratuita, a exposição fica aberta de quarta a segunda, das 9 h às 21 h. Perto das 19 h, pouco mais de 50 pessoas ainda aguardavam para entrar.

Entre elas, alguns 'veteranos' de filas de grandes exposições, como Bruna Cid, 26, e Mônica França, 21, que dizem procurar mostras baratas ou gratuitas. Bruna aponta um lado bom e um ruim para a questão das filas enormes: “É bom que as pessoas venham, mesmo que elas estejam aqui só para fotografar”, comparou. “Em boa companhia, passo até três dias na fila – consigo falar cinco dias sem parar”, brincou.

Taís Melillo, 48, também já enfrentou outras filas antes dessa. A profissional de marketing morou 15 anos em Nova York e, além de ter frequentado as exposições de lá, também enfrentou, recentemente, duas horas para ver as esculturas de Ron Mueck na Pinacoteca. “Nós esperamos tanto para que essas mostras venham ao Brasil que temos de aproveitar.”

O advogado Fernando Favacho, 33, também aguardava sua vez para ver os desenhos e as telas dos artistas espanhóis. “Se for demorar mais de uma hora, desisto”, diz, e confessa: “Fico na fila lendo o Wikipédia dos artistas que vou ver”.

Mãe e filha, Maria Aparecida Rocha, 53, bancária, e Danielle Santos, 21, designer, foram juntas ao CCBB e não se arrependem de ficar na fila. Na mostra dos Impressionistas, em 2012, a dupla esperou por cinco horas. “É a única chance de ver esses artistas tão de perto, não dá para perder”, comenta Danielle. 

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