Festa muda em 2010 para não ser vítima do sucesso

Locais de eventos deverão ser mais espaçados e Copa do Mundo altera data

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2009 | 00h00

A grande concentração de público, que se tornou rotina na Flip, deverá provocar mudanças na edição do ano que vem para evitar que seja vítima do próprio sucesso. "O clima intimista, que permite um contato mais próximo entre autores e leitores, fica comprometido", reconheceu Mauro Munhoz, diretor-geral da feira, que estuda a possibilidade de distanciar os locais em que ocorrem os eventos - atualmente, a Tenda dos Autores, a Tenda do Telão e o espaço para autógrafos ocupam áreas próximas.Também a data de realização da 8ª Flip deverá mudar por conta da Copa do Mundo da África do Sul, programada para ocorrer entre 11 de junho e 11 de julho de 2010. Por conta disso, a festa literária poderá deslocar-se excepcionalmente para a segunda quinzena de julho.Já a busca por patrocínio para viabilizar o encontro (a Flip que terminou domingo custou R$ 5 milhões) promete ser menos árdua que deste ano, quando alguns apoiadores foram definidos poucos dias antes do início do evento. "Mantivemos uma equipe fotografando todos os eventos para entendermos quais são as possibilidades para estarem presentes no próximo ano e interagir de maneira mais efetiva com o público", afirmou Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco, que passou a participar neste ano da Flip.Como de hábito, a última mesa do domingo reuniu alguns escritores que leram trechos de obras preferidas. Assim, Tatiana Salem Levy escolheu Escrever, de Marguerite Duras; Rodrigo Lacerda ficou com Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro; o mexicano Mario Bellatin leu Prosas Apátridas, de Julio Ramón Ribeyro; a irlandesa Anne Enright preferiu o conto The Dead, do livro Dublinenses, de James Joyce; o americano James Salter leu os versos de The Enourmous Room, de e.e. cummings; o afegão Atiq Rahimi escolheu poemas curtos de mulheres anônimas; e a francesa Sophie Calle resolveu homenagear o ex-amante Grégoire Bouillier, lendo trechos de O Convidado Surpresa.

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