Feira de Maastricht, na Holanda, descobre os brasileiros

O mais importante evento europeu de comércio de obras de arte estreita laços com o País de olho na edição de 2009

Daniel Piza, O Estadao de S.Paulo

05 de novembro de 2008 | 00h00

O galerista Ben Janssens, presidente da Feira de Artes e Antiguidades de Maastricht, na Holanda, esteve em São Paulo na semana passada para formalizar a nomeação do arquiteto e decorador Jorge Elias como embaixador do evento no Brasil e também visitar galerias e museus. Organizada anualmente pela The European Fine Art Foundation (Tefaf), ela é a mais refinada feira de compra e venda de objetos de arte e decoração da Europa, com estandes dos melhores negociantes de arte do mundo. Com o posto de Elias, o primeiro criado pela Tefaf (há outros no México e na Turquia em estudo), a idéia é expandir o número já crescente de compradores brasileiros."Elias é um contato extremamente importante para nós", disse Janssens ao Estado. "Graças a ele tivemos a visita de diversos brasileiros na edição deste ano da Tefaf." Elias afirma que cerca de 80 brasileiros estiveram na feira em março passado. Quando ele esteve pessoalmente lá, em 2007, estava acompanhado dos colegas Sig Bergamin e Ana Maria Carvalho Pinto. "E os brasileiros foram lá e compraram muitas coisas", diz Elias. "Compraram muitas obras tradicionais, que são o forte da Tefaf, como pinturas, móveis e louças, especialmente louças da Companhia das Índias." O embaixador da feira estima que em 2009 o número de brasileiros triplique. Outra possibilidade é que em breve uma galeria brasileira possa ter um estande na feira; da América do Sul, há apenas representação de duas galerias argentinas.Janssens acredita que a crise econômica mundial ainda não vá afetar o mercado. Ele aproveitou a vinda para conhecer arte moderna e contemporânea do Brasil, da qual disse saber "muito pouco". Esteve nas galerias Nara Roesler, Luisa Strina, Fortes Vilaça e Brito Cimino, na Pinacoteca do Estado, na Estação Pinacoteca, na mostra Paralela e na Bienal Internacional de São Paulo. Ficou decepcionado com a Bienal e seu andar vazio, mas gostou da oportunidade de ver o prédio de Oscar Niemeyer. E gostou muito da pintura de Beatriz Milhazes, na Estação Pinacoteca. "Quando você olha de longe, parece um trabalho abstrato, geométrico", diz. "Mas quando se aproxima, vê imagens e texturas, um universo rico de referências."

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