Expectativa dos fãs mais velhos era muito grande

Eles lembravam do triste show do grupo no Maracanãzinho

Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

10 de dezembro de 2007 | 00h00

O público que fez do Maracanã a casa do Police chegou cedinho para a festa. Tudo para conseguir um lugar razoavelmente perto do palco, já que uma grande extensão do gramado ficou destinada à área vip. A família Lutz, mãe, pai, dois filhos pós-adolescentes e uma sobrinha, todos vindos do bairro carioca de Bangu, foi a primeira a se posicionar junto a um dos portões do estádio. Eram 9 horas. O sol estava de matar, mas não os desanimou.O clã levou sanduíches e refrigerantes para matar a fome e passar o tempo. Às 16h30, três horas antes do início do show, tudo já havia acabado. Já o bom humor persistia, apesar do suadouro. "As pessoas passam aqui e olham pra gente com pena. Mas não ligo. Fiquei orgulhosa de ter sido a primeira da fila. Achei que já estávamos atrasados!", brincou Mariana Lutz, de 20 anos, tão roqueira quanto o tio. Glicério, de 50, dizia não ter se incomodado de pagar "mais de R$ 500" para levar a trupe ao Maracanã. "Em 82, não pude vir. Dessa vez, não poderia perder, nem deixar o pessoal em casa."Entre os policemaníacos, havia duplas e trios de pais e filhos, além de amigos e casais de namorados. A idade média era indefinível, mas beirava os 30 anos. Durante o espetáculo, se os mais velhos reconheciam os hits aos primeiros acordes da guitarra de Andy Summers, os jovens cantarolavam Message in a Bottle e Every Breath You Take animadamente.Os fãs da "velha guarda" que assistiram à passagem do trio pela cidade 25 anos atrás chegaram esperando mais, muito mais. "Em 82, o Maracanãzinho estava vazio. O Rio ainda não tinha entrado no circuito de rock internacional, o que só aconteceria em 85, com o Rock in Rio. As pessoas não conheciam o Police direito, apesar de ser o auge da fama deles nos Estados Unidos e na Europa", lembrou Sebastião Carvalho, de 48 anos, acompanhado da namorada, Carla, de 34, ambos vindos de Petrópolis, cidade da região serrana do Rio de Janeiro."Eles levaram uma tremenda vaia. O Sting, um chato de galocha, ficava enrolando a platéia, que não se conteve quando ele levou um tempão repetindo De Do Do Do De Da Da Da...", lembra Carvalho.

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