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Estudo descobre casa do pai de Leonardo da Vinci em Florença

Pesquisa conta mais sobre as origens, a família e as relações do pintor, escultor, inventor, poeta e engenheiro italiano

Ansa

13 de junho de 2017 | 18h10

Foi apresentado oficialmente nesta terça-feira, dia 13, na cidade de Vinci, na província de Florença, um estudo impressionante que conta mais sobre as origens, a família e as relações do pintor, escultor, inventor, poeta e engenheiro italiano Leonardo da Vinci, como até o endereço do pai do artista.

Intitulada Mona Lisa: The People and The Painting (Mona Lisa: As Pessoas e a Pintura), a pesquisa foi conduzida pelos estudiosos Martin Kemp e Giuseppe Pallanti e transformada em livro pela editora Oxford University Press. O estudo mostra, por exemplo, que Ser Piero da Vinci, notário considerado o pai do gênio italiano, vivia em uma casa na via Ghibellina, perto do que tornaria depois o Museo Buonarroti, em Florença.

Nas semanas passadas, havia sido antecipado a principal informação da pesquisa: a identificação da mãe de Da Vinci, Caterina de Meo Lippi, uma órfã que vivia com a sua avó em uma casa simples e remota perto de Vinci e que ficou grávida de Leonardo aos 15 anos, quando o pai do gênio passou pela cidade e teve uma breve relação com a adolescente. As descobertas do estudo partiram de cruzamento de informações da Biblioteca Leonardiana da cidade e dos arquivo históricos municipal e da Igreja de Santa Croce. Além disso, Kemp e Pallanti também encontraram rastros históricos que ligam Da Vinci à família de Fracesco del Giocondo e Lisa Gherardini, respectivamente quem pediu ao pintor para fazer um quadro sobre sua esposa, que se tornaria o famoso "Mona Lisa", e quem posou para a obra. "Entramos em contato com uma documentação nova e rica que nos permitiu reconstruir a família [do artista] e o contexto econômico. Em particular, indagamos sobre as relações com o pintor e biógrafo italiano Giorgio Vasari", explicou Pallanti.

"Confirmamos a sua proximidade com Piero Del Giocondo, filho de Francesco e de Lisa, entre 1555 e 1557, que acabou resultado em uma troca de informações entre os dois", concluiu o pesquisador italiano. (ANSA)

 

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