Esquecidos, mas ainda assim fundamentais

Osvaldinho relembra os criadores da estética da batucada na terra da garoa

Francisco Quinteiro Pires, O Estadao de S.Paulo

07 de maio de 2009 | 00h00

Nem Adoniran Barbosa. Tampouco Paulo Vanzolini. "Geraldo Filme é o homem que teve mais importância para o nosso samba", diz Osvaldinho da Cuíca. "Jamais fez música de amor, todas eram de cunho social, político e cultural." Segundo Osvaldinho, além de líder consciente, Geraldo Filme foi quem mais compôs sambas sobre São Paulo. "E também falou dos pobres, dos negros e dos índios."Batuqueiros da Paulicéia destaca sambistas importantes para a criação da estética do gênero em São Paulo, hoje esquecidos. Começa falando de Raul Torres, autor de A Cuíca Está Roncando e praticante de uma "linhagem sertaneja". "Que é diferente do sertanejo atual, um bolero brega", diz. Ele menciona as biografias de Henricão, Zeca da Casa Verde, Vassourinha, Risadinha, Blecaute, Toniquinho Batuqueiro e Carlão. Osvaldinho recorda o papel de Nenê da Vila Matilde, que "importou" as características do carnaval carioca. Fala de Germano Mathias, remanescente do samba feito por engraxates - seu jeito de dançar ainda conserva as características da tiririca. E debate a origem dos Demônios da Garoa, grupo que ele integrou por mais de 10 anos. Osvaldinho da Cuíca - pesquisador, ritmista, compositor - gravou dois CDs fundamentais: História do Samba Paulista, Volume 1 e Em Referência ao Samba de São Paulo.

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