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Escultura de Rodin bate recorde em leilão, mesmo com mercado declinante

Obra foi vendida por 20,4 milhões de dólares pela Sotheby's

Reuters

10 de maio de 2016 | 15h41

Uma escultura de Rodin estabeleceu um novo recorde na casa de leilão Sotheby's na segunda-feira, 9, quando foi vendida por 20,4 milhões de dólares, mas o preço exorbitante não deve tranquilizar um mercado de arte que muitos temem estar enfraquecendo depois de anos de valores em ascensão.

A venda de arte impressionista e moderna da Sotheby's rendeu um total de 144,4 milhões de dólares, cifra abaixo da estimativa pré-leilão de 165 milhões de dólares para os 62 lotes oferecidos. Um terço das obras não foi vendido.

Apesar de alguns itens importantes que foram bastante disputados, a venda foi marcada pela taxa relativamente alta de obras sem compradores e pelos preços um tanto modestos das que encontraram interessados.

A escultura de mármore L'eternel Printemps (Primavera Eterna), de Rodin, foi vendida por muito mais do que a estimativa de 8 a 12 milhões de dólares, e bateu o recorde de preço de peças do artista francês, até então pouco abaixo dos 20 milhões de dólares.

Em um momento de competição intensa e global, a Sotheby's apontou a escultura como emblemática do tipo de obra de qualidade e nova no mercado que as casas de leilão precisam oferecer a partir de agora para obter preços altos e estimular disputas entre compradores em potencial.

Executivos usaram palavras como 'sensato', 'bem calculado' e 'seletivo' para descrever tanto os resultados da venda quanto o mercado atual.

Depois de anos de preços em disparada, tanto a Sotheby's quanto a rival Christie's vem arrecadando valores significativamente menores nas vendas da primavera do Hemisfério Norte, sem obras que sejam estimadas para muito além dos 40 milhões de dólares -em temporadas recentes várias peças romperam a marca dos 100 milhões de dólares.

 

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