Entre os muros da escola, a realidade de estudantes descobrindo a vida

Você talvez não saiba, mas basta digitar As Melhores Coisas do Mundo nesses sites de pesquisa e aparece uma variada oferta de endereços. E você pode acrescentar seus preferidos às listas. Dinheiro, mulher, bicho de pé? Quer saber por que bicho de pé é a melhor coisa do mundo? Bem, não é aquele...A série de livros de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto trata desse garoto, Mano, que vive fazendo descobertas. Mano descobre o amor, a ecologia, a paz, etc. No filme, Mano, não segue fielmente o roteiro dos livros, mas ele também faz as descobertas de sua idade. A adolescência é, por princípio, a fase do crescer, do desenvolver-se.Quais são as melhores coisas do mundo? A amizade compartilhada é uma delas. Os jovens enturmam-se, vivem em grupo, conversam mais entre eles do que com os pais e professores. O roteiro de Luiz Bolognesi trata de tudo isso. Como filme de escola, As Melhores Coisas do Mundo não tem nada a ver com Entre os Muros da Escola, de Laurent Cantet, nem com A Bela Junie, de Christophe Honoré."Entre os Muros é um filme maravilhoso", avalia a diretora Laís Bodanzky, "mas ele é mais sobre o professor, destinado ao público adulto". Nem ela nem Bolognesi viram A Bela Junie. O repórter repassa a definição de Jotabê Medeiros para o filme de Honoré - "É um Malhação existencial." Bolognesi acha bacana. As Melhores Coisas também pretende discutir as grandes questões da existência falando do jovem para o jovem.Laís sente-se meio mãezona daquela garotada. O filme trata de amores, amizades, problemas familiares e na escola. "Fico concentrada nas questões da filmagem, mas tenho uma assistente que acompanha mais o set e me diz que as coisas, entre os atores e figurantes, ocorrem como no filme. Estamos fazendo um filme para projetar na tela e eles estão vivendo o filme de suas vidas no pátio em que ensaiamos nossa ficção", diz a diretora.Francisco Miguez, que faz Mano, define o personagem - "Ele é um menino de 15 anos que vive o inferno da adolescência, o preconceito e as imbecilidades da idade, de forma mais pesada que o normal e aprende da maneira mais difícil a se virar na adolescência." Ele está adorando a experiência, mas, tirando o esforço de tentar conciliar escola e filmagem, "sei lá, não mudou minha visão das coisas nem meu amadurecimento."

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