Entre arraias, baleias e tartarugas

Da visibilidade de Noronha aos naufrágios do Recife, região tem destinos de sonho para mergulhadores

O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2008 | 00h00

Agrada tanto o expert em mergulho quanto o marinheiro de primeira viagem. Se fora d?água o Nordeste já vale a pena, dentro, então, é inesquecível. Prova disso é o mergulhador suíço Michel Russi, de 44 anos. Ele visitou a região nos anos 90 e não saiu mais. Ficou abismado com a visibilidade de Fernando de Noronha (PE), achou o máximo as visitas aos navios submersos no Recife (PE), as baleias exibidas de Abrolhos (BA), mas fincou âncora em Porto de Galinhas (PE), onde há 12 anos coordena a operadora de turismo Aicá Diving."É difícil ir embora, depois que você conhece um lugar como esse", diz o suíço, sobre sua atual cidade. Para ele, o grande momento dos passeios que partem de Porto de Galinhas são os encontros com Gonçalo Coelho e Marte, embarcações afundadas de propósito para servir de recifes artificiais e que viraram point dos mergulhadores, com grande quantidade de arraias, tartarugas e peixes grandes, como as barracudas. Os navios estão a 33 metros de profundidade e, por isso, exigem prática.Para quem nunca mergulhou, o mais indicado é o chamado batismo, explica Russi. "A gente vai a um lugar raso, para a pessoa aprender como se comportar na água. Depois, em um ponto com 5 a 6 metros, ela pode colocar em prática o que aprendeu." Custa R$ 110.Quem quiser voltar para casa botando banca de explorador dos oceanos tem de fazer ao menos o curso básico, de cinco dias (R$ 990). Após a conclusão, o turista está habilitado a afundar até 18 metros. "Só liberamos aquele que realmente aprendeu a mergulhar. A segurança é nossa prioridade." Segundo Russi, "muitos curiosos põem a vida em risco".Em Maragogi (AL), a preocupação com a segurança fez a Explore Diving Adventure aplicar o treinamento inicial na piscina do Resort Miramar. Por R$ 60, aprende-se o bê-á-bá do mergulho. Depois, ocorre um pré-mergulho nas galés - nome das piscinas naturais -, onde é possível ver mais de 15 espécies de peixes e 10 de corais. O curso básico custa R$ 740, mais R$ 140 para a credencial na Padi, principal agência mundial de certificação de mergulhadores.PEIXE GRANDE"Fernando de Noronha, com profundidades sempre acima de 15 metros , leva vantagem na quantidade de fauna, mas perde em corais para nós de Maragogi", vende seu peixe Ivan Merino, dono da Explore Diving Adventure. Maragogi faz parte da Área de Preservação Ambiental Costa dos Corais, com a segunda maior barreira do mundo, de 140 km - só perde para a Austrália (600 km). Fernando de Noronha não costuma brigar por turistas. Sua fama vende o destino sem dificuldade. O arquipélago é considerado um dos melhores locais do mundo para mergulho, com 16 pontos e uma visibilidade debaixo d?água de até 50 metros. A operadora Ilha de Noronha oferece o "batismo" por R$ 225. O difícil em Noronha é ficar sem ver arraias gigantes, tubarões e golfinhos. "Onde você mergulhar existem peixes de todo tipo, tudo perto e incrivelmente bonito", diz Carlos Trujillo, dono da operadora Dive Tech. Mas ele confessa uma paixão especial por Abrolhos, no sul da Bahia, por conta de visitantes para lá de especiais: as baleias jubarte. Um amor que tomou conta do marinheiro em 1999, quando um dos bichões ergueu-se na água. "Fiquei a um metro e meio da baleia. Foi forte, vi meu reflexo nos olhos dela." Se quiser tentar experiência semelhante, a Dive Tech oferece pacotes de cinco dias entre R$ 2 mil e R$ 2.400. Explorer Diving: www.maragogionline.com.brIlha de Noronha: www.ilhadenoronha.com.brDive Tech: www.divetech.com.brAicá: www.aicadiving.com.br

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