Tiziana Fabi / AFP
Tiziana Fabi / AFP

Em Roma, público volta a contemplar obras de Bernini e Caravaggio na Galeria Borghese

Como em todos os locais públicos fechados, o uso de uma máscara de proteção é obrigatório, além de desinfetar as mãos na entrada e respeitar a distância de segurança com outros visitantes

Redação, AFP

20 de maio de 2020 | 09h42

"Um museu não é uma atividade de lazer, é uma necessidade vital", explica Anna Coliva, diretora da Galeria Borghese em Roma, muito animada por poder reabrir nesta terça-feira uma das mais belas coleções de arte da Itália.

Entre as obras-primas que podem ser vistas novamente, após dois meses e meio de fechamento devido à pandemia, estão as esculturas de mármore de Bernini - como O Rapto de Proserpina - ou criações de Caravaggio, Rafael ou Canova.

"Não esperávamos tantas pessoas, pensávamos que ninguém viria porque as pessoas perderam o hábito, ou por medo", disse ela à AFP, cheia de "esperança" vendo o grande fluxo na reabertura do museu.

"Isso realmente nos comoveu, porque significa que, quando abrimos, tomamos a decisão certa, que as pessoas queriam isso, estavam esperando por isso. Vimos famílias com crianças, isso me comoveu muito. A primeira ideia foi levar as crianças a uma museu", disse.

Lara Finke, uma estudante alemã em Roma, tem "a impressão de recuperar a liberdade". "Eu ainda não acredito, mas também é um pouco estranho, porque todos nós usamos máscaras", admite.

Como em todos os locais públicos fechados, o uso de uma máscara de proteção é obrigatório, além de desinfetar as mãos na entrada e respeitar a distância de segurança com outros visitantes.

O número de visitantes também foi reduzido.

 

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