Em cena

HeyRick Castro estreia com Lalai o projeto Crash of Colours no Glória dia 23. A música? Boa, francesa, da banda DAT Politics, de tecnohouse, já premiada pela Ars Eletrônica pela música Villigier. Mais no som: Rafa Dejota e Blood Shake.Autor do texto A Alma Imoral, bombado em teatros do Brasil, o rabino Nilton Bonder, líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil, vai falar sobre a Cabala e a Alegria em três encontros na Livraria da Vila. Será em junho. Dois nomes para prestar atenção até as próximas eleições em Brasília: Cristina Kubitschek e Mariane Vicentini. A primeira, animadíssima com a política, é neta de Juscelino e mulher do atual vice-governador Paulo Otávio. Quer ser governadora - e seu nome repercute bem por Brasília. Mariane, ex-mulher do governador Roberto Arruda, após ruidoso divórcio, se acerta com o PMDB e decide se disputa a Câmara Distrital ou Federal. Vicentini é pop - e tem apelo. Por ter sido atriz e sido uma ativa primeira-dama. Charlie Le Mindu - Vem de uma cidadezinha perto de Bordeaux, França, o stylist de cabelo do momento: Charlie Le Mindu. Ele enrolava bobs em velhinhas antes de mudar-se para Berlim, onde abriu um salão dentro da ?buatchy? do namorado da cantora Peaches. Além de cabelos, faz headpieches e perucas escandalosas - e está sendo colocado na roda da moda por Viviene Westwood. E, para ele, a tendência: "Ruivo é novo loiro. E espere uma volta das perucas." Anteontem, Eric Schmidt, CEO do Google, pediu numa palestra - acrescentando um ?infelizmente? ao discurso - que alunos recém-formados pela Universidade da Pensilvânia desligassem seus computadores e celulares. Nas entrelinhas? Que este é um momento em que é necessária a humanização. O destino para design e moda hype em Tóquio é o bairro de Shibuya, onde há tudo de mais moderno. Mas... num percurso de 10 minutos a mais de trem chega-se a Shimokitazawa - um bairro mais residencial, onde o melhor do vintage japonês pode ser encontrado. E é onde os realmente novos criadores têm instalado seus ateliês.A previsão do expert Fábio Gurgel era que Tarsis Humprfeys estivesse pronto para ser o melhor do mundo no jiu-jítsu em 2010. Só que aconteceu antes. Há 10 dias em Abu Dabi, o atleta da Maxxcomm venceu 9 entre 9 disputas, finalizando Braulio Estima, atual bicampeão europeu na categoria, para ficar com a faixa de Very 1 Absoluto pelo WPJJC, no campeonato do sheik Mohamad bin Zayed al Nahyan. No fim foi absoluto e vice na categoria meio-pesado do brasileiro. Tarsis prepara-se para LA, onde em 7 de junho luta o mundial pelo tradicional IBJJF.João Daniel Tikomiroff e Gil acertaram como será a trilha de Besouro, primeiro longa do publicitário. Terá percussão do Instituto com Nação Zumbi e Naná Vasconcelos. Será gravado em junho no estúdio de Rica Amabis. Açaí, sim, é antioxidante, mas cientistas ainda não provaram seu poder de penetração em camadas profundas da pele. É o que diz Richard Pinnell, professor emérito de dermatologia da Duke University School of Medicine, na Carolina do Norte. Mesmo, assim, o CEO da Kielh?s, Patrick Kullenberg, paga para ver. Está comprando sementes processadas de comunidades ribeirinhas do Pará para fazer a série de cremes Açaí Damage-Repairing Skincare. Durante estudos, encontrou na Ilha de Marajó mais uma commoditie de beleza: lama branca, que na seca fica armazenada num delta sendo enriquecida por minerais, frutas e plantas. Aécio Neves manda avisar: a Filarmônica de Minas Gerais está atrás de um chefe de naipe flauta, chefe de naipe de violoncelo, um violinista[2 VAGAS], um trompetista utilitário e clarinetista. Salários? R$ 6 mil para trabalhar sob a batuta do maestro Fabio Mechetti.Veneza está quase pronta para sua Bienal de Artes - a mais proeminente do Globo, que este ano começa dia 7 e está ... rica! Fazsendo de Cannes uma bobagem. Ok, são duas coisas diferentes. Mas o cinema não conseguiu reverter nesse ano o hype de celebs em dinheiro enquanto em Veneza todos entraram na roda-viva. "A crise afeta tudo, mas delegações, colecionadores, galerias e até artistas colocaram dinheiro próprio para que a 53ª Bienal dê certo", diz em bom português, andando entre pontes da cidade flutuante, o cocurador Jochen Volch. Ele é casado com a artista brasileira Rivane Neuenschwander.Há alguns anos, o curador da 53ª edição, o sueco Daniel Birbaun, escreveu que o modelo bienal é esgotado - mas trabalhará sobre o formato, com as clássicas delegações no Giardini, a coletiva do Arsenale e expos pelos Palazzi. Saia-justa? Daniel disse à Artforum: ?Se Rolan Barthes escreveu sobre o fim dos romances, não necessariamente estava dizendo que não mais os escreveria." E emenda: "Mas este é, sim, um turning point. Seria simplista dizer que é pela crise. Mas nesses momentos a criação eclode. Esta edição, Making World, tem sentidos diversos em diferentes línguas, por isso será rica. Rende interpretações." Assim, a 53ª Bienal de Arte de Veneza terá 77 delegações e 77 mostras de artistas, entre Giardini e Arsenale - onde a obra mais bem posicionada é Tetéia, de Lygia Pape. Bem à entrada do Arsenale. Para encurtar caminho entre o Arsenale e o Giardini, o prefeito de Veneza autorizou a abertura do Giardino delle Vergini, que corta o bairro de São Pedro. Nesse jardim, Sarah Lucas, artista de Luisa Strina, tem passado dias colando balas numa casinha para sua obra, inspirada no conto de João e Maria. Vai dividir o local com a instalação Self-doubt will never devour her dreams, da americana Miranda Jolly e leituras do Moscow Poetry Club.O brasileiro Arto Lindsay fará em Veneza um carnaval fora de época. Junto a estudantes das locais montou uma experiência sonora eletrônica que sairá pelas ruas sob o nome de performance If You See What I Mean, dia 5. Os Pavilhões? O curador Ivo Mesquita conta que o brasileiro está sendo pintado. Terá pinturas de Delson Uchoa, de Luciana Brito e fotos de Luiz Braga, da Leme. O italiano, no Giardini, está sendo renomeado Palazzo delle Esposizioni e ficará permanentemente aberto. A pedido do presidente da Biennale, Paolo Baratta, Volch e Birbaun chamaram 3 artistas para transformar em arte espaços fixos. Tobias Rehberger desenhou a nova cafeteria, Rirkrit Tiravanija a livraria e Massimo Bartolini está terminando um espaço educacional. O maior trabalho? Volch diz que será a teia de aranha feita de elásticos pelo argentino Tomás Saraceno. Maior representação? "Todos estão trancados, mas acho que será o dos EUA, organizado pelo museu da Filadélfia para homenagear os 40 anos de arte de Nauman." Nauman é Bruce Nauman, o fantástico performer da linguagem de corpo e escrita. A Inglaterra foca Steve McQueen e a França, Claude Lêvequè.Não à toa Yoko Ono será big homenageada da Bienal. Suas performances poéticas não são vendidas. São informações dadas ao mundo. "Por isso temos artistas trabalhando a ideia da generosidade. Thomas Bayrle fez um grande papel de parede que pode ser reproduzido e Aleksandra Mir fotografou Veneza para cartões-postais que podem ser coletados", diz Daniel. Faz sentido, sendo a ideia central Criar Mundos.CASA COR - Ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Nos últimos meses o mundo tem pensado a respeito dessas ideias, que pautam a Casa Cor 2009. O Estado falou com 10 profissionais que explicam o zeigest que envolve seus projetos, que nesta edição serão apresentados sob o triângulo Casa Cor, Casa Hotel e Casa Kids, que ocorrerão simultaneamente de 26 de maio 14 de julho numa área de 22 mil m² no Jockey Clube de São Paulo.Marcelo Faisal: O paisagista diz que na arquitetura atual há a regra dos 3 ?erres? e 3 ? esses": reciclar, reduzir e reutilizar materiais - para diminuir o impacto de obra, respeitar o entorno. E que quanto mais simples você consegue ser hoje mais próximo da sofisticação está. E há que ser sustentável. Para ele a tendência é a grama preta, que consome menos água.Fred Bendetti e Fernanda Abs: ?Back to Basics!? Este conceito que está em Milão, presente no manifesto do Tom Dixon, intitulado Utility, é o que norteia o trabalho dos arquitetos. Fred conta que isso é traduzido no uso de materiais naturais, proporções humanas, conceito geral de simplicidade e materiais que perduram. A pedra bruta, tapete macio em pelo de carneiro, madeira sem acabamento, parede e teto em cimento e ausência da luz direta. Patrícia Anastassiadis: A atemporalidade que nunca andou em parelha com design e agora é uma regra. Arthur de Mattos Casas: A casa do xamã montada pelo arquiteto não remete a questões holísticas ou a qualquer tipo de busca espiritual. A inspiração veio da foto de um índio dada de presente a ele por Orlando Villas-Boas. "O xamã sou eu mesmo", diz o arquiteto antenado com o desejo global de interiorização. No ambiente, não há tevê e outros eletrônicos. "Desde que a crise começou em outubro, ficou muito claro que luxo é o que vale a pena, independentemente de marca." Não coloquei quadros assinados; não importa assinaturas. Tudo tem que ser prático e consumível. Fiz uma cabana de madeira e vidro, que poderia ser ?transportada? para qualquer lugarFernando Piva: Conforto, qualidade e bem-estar. A palavra de ordem é durabilidade. Em tempos de crise, há uma revalorização do cocooning. O decorador criou para um solteiro um apartamento com ambiente único em 300m². A fórmula não é nova, mas a solução de Piva, sim: portas-camarão cobertas por placa de chifres para isolar os ambientes. Neza César: Para ela, cujo dom é mesclar e harmonizar cores, o momento é incrível. "Para humanizar ambientes as cores são necessárias", diz. Quais no momento? Ceiladon, amarelo fortíssimo, como o usado no bar da Casa Cor, e vermelho-china. Dado Castelo Branco: O arquiteto assina um bangalô de inspiração oriental, onde tudo é feito de madeira certificada piso, telhas e mobiliário, desenhado por Dado. "É uma necessidade. Para preservação do planeta."Fernanda Marques: "A necessidade atual é de contato com a natureza", diz. Em seu apartamento, os jardins verticais de Gil Fialho dão sensação de invadir a sala. Como boa egressa da FAU, os tempos atuais lhe trazem mais à tona as linhas de Mies van der Hoe.Alessandro Jordão e Kiko Sobriño: "Chegou a hora de vivermos na real o futuro que imaginamos nos anos 60 e nunca chegou", diz Sobriño. "A preocupação é com o meio ambiente e vai além de ser ou não carbon-free." A iluminação do motel pensado para se utilizar da luz natural durante o dia e à noite, Leds, que consome menos energia. Tecidos, móveis... tudo remete à natureza. Zoe Gardini: A arquiteta foi na onda das fórmulas atuais milanesas: poucos e amplos móveis e paredes com objetos únicos. "Fiz uma limpeza na informação visual para valorizar a arquitetura e a circulação", diz.

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