Em cena

HeyHoje, o coletivo Money Laundry faz début com a expo Creatures of the Night na Plastik. Ivan Feijó estreia no Inflamável Os Dois Lados da Rua Augusta, peça inspirada em poemas de Frederico G. Lorca. Kin Dias batiza o espaço cultural Carla Amorin com suas fotos dia 23.Show do milhão Negócio fechado entre o presidente da Festa do Peão de Barretos, Jerônimo Luiz Muzetti, e o caubói americano Ty Murray, da PBR Professional Bull Riders: o Brasil sediará a Copa do Mundo de Rodeios. Cinco peões de 5 países disputarão prêmio de US$ 100 mil. "Compramos a ideia de trazer a Copa para divulgar Barretos no exterior", diz Muzetti, que vê a festa crescer 10% por ano. Serão 1 milhão de pessoas e 100 atrações - sendo a premium um show do rei, Roberto Carlos, que dará o cachê de R$ 1 milhão para obras do Hospital do Câncer de Barretos. Este também é o valor de cada das 10 cotas de patrocínio da festa - das quais restam 3.A estilista Diane von Furstenberg está no Brasil de olho em novos negócios. Hoje, passeia pelo Iguatemi, onde estuda abrir uma loja. O link é genuíno: amizade de anos com a família Jereissati.Paulo Schmidt, do Grupo Ink, cria a Ink Latam e um escritório em Buenos Aires para bombar negócios das produtoras Colméia, Ilegal FX, Academia de Filmes e Base 7. Na cabeça da operação portenha, Marily Raphul. Bibi Ferreira cantando Piaf com a Sinfônica de Minas Gerais na Universidade Federal de Ouro Preto é o trunfo de Aécio Neves para a sua Minas fazer bonito na abertura do Ano da França no Brasil. Paralela à abertura oficial, no Rio, Minas fará a sua. O governador quer bem impressionar a ministra da Cultura da França, Christine Albanel. É UM CARRO, UM AVIÃO? - Os dois. O primeiro carro que voa vai estar no mercado em 2011. Há 46 dias foi feito o primeiro teste do Translation, projeto de um grupo de engenheiros egressos do MIT, fundadores da nova empresa de soluções para aviação esportiva Terrafugia. O carro tem 4 cilindros, asas retráteis em 30 segundos quando apertado um botão e potência de 100 cavalos. Mas voa - e vai até 115 milhas por hora. Custará... US$ 132 mil. De um filósofo da USP sobre seus estudos do sexo pós-moderno: "Os homens têm medo das mulheres liberadas. Acham que são um investimento que não vale a pena, pois exigem ser livres - e que eles sejam fortes e tenham atitude de sucesso." E não seria o natural? A mulher não vai andar para trás... "Não significa que não vão se encontrar, mas esse encontros podem ser cada vez mais efêmeros - e cada vez mais conflitivos. Essa máquina de moer relacionamentos não vai mudar, mas eles tendem a ser curtos, bastante tensionados."Capitaneada por Edgard Ribeiro Costa, a turma da Cia. Paulista entra em terreno carioca. Abrem o Astor no Arpoador. Simone de Beauvoir, Sastre com design. Essa é uma das pegadas de Viver Sem Tempo, monólogo que Fernanda Torres vai encenar pelo Brasil. As cartas são clássicas; a ambience da peça moderna - by Muti Randolpf. A história toda é articulada por um antropólogo francês, Malice. Orlan, expoente da cena de arte francesa, conhecida por transformar-se por meio de cirurgias plásticas, deu suas roupas vintage para Dudu Bertholini e Rita Comparato, estilistas da Neon transformarem - da mesma maneira como transforma a si mesma. "A regra é deixar costuras aparentes porque Orlan diz que um remendo é um remendo, tem que aparecer", conta Dudu. O resultado das intervenções será mostrado em forma de expo. A ambientação? Dos irmãos Campana. Será na próxima temporada de moda.PROGRAMA DE ÍNDIO - DIA 19, do Índio, os pataxós caminham de Imbiriba, região de Trancoso, até a Praia do Espelho para rezar a data e... dançar. Por sinal, a Iwê, coreografia dos pataxós, virou comodite para a aldeia. O cacique Guima organiza passeios de ecoturismo - e, com toda cerimônia, coloca os seus para bailar enquanto índias servem peixes em folha de taioba. O cacique atende no 073-99411732. Há dois anos, Aloísio Cravo e Eliana Benchimol vem garimpando 100 peças de 12 artistas de 8 Países para o primeiro leilão de arte cinética do País. Raros? Múltiplos da década de 60, com selo de Denise René - galerista que cunhou o termo nos 60?s na França. Adriana Varejão tira de seu galpão continuação inédita da série Saunas para expor em NY, na Lehmann Mauppin Gallery, em 7 de maio. Em outubro, a artista, uma das mais importantes do País, mostra obras na Fortes Vilaça após um hiato de 3 anos. Adriana falou ao Estado.O que há na mostra?O Iluminado, uma única pintura (óleo sobre linho) de dimensão muito grande, 6 x 2,5 m, que estou considerando um dos meus melhores trabalhos de Saunas. E dez desenhos de grafite, em grande formato, clássicos. Normalmente, desenho pouco. Há essa ideia contrária à pintura, que é a ausência da cor, porém estes desenhos têm um trabalho intenso de luz. E por que essa é a melhor das Saunas? Porque trabalhei com sobreposições cromáticas até a cor final, como se a série chegasse a um requinte maior das passagens cromáticas. É uma pintura menos rígida, em que eliminei o grid monocromático e passei a usar o grid com a cor que resvala por baixo das sobreposições, que constroem passagens de um azulejo a outro. É uma gama de quadradinhos amarelos. Nenhum da mesma cor. São uns 1.001 amarelos! O que há por trás de Saunas? Construo ambientes inventados. Chamo de ambientes psicológicos, pois há a presença sugerida do corpo. Há uma coisa meio libertina, meio do Bataglie, e a projeção psicológica do espectador. Diferentemente das minha outras séries azulejões, ela lida com questões muito tradicionais da pintura e ausência de narrativa.A série continua, então? Nunca abandono uma série; são trabalhadas simultaneamente. Tanto que a expo que planejo para São Paulo, na Fortes, volta intensamente às questões barrocas e tridimensionais.

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