Em cena

HeyA Femsa tirou da Ambev a conta do Bar Luis, um dos mais antigos do Rio que, depois de 120 anos servindo Brahma, terá Xingu e Heineken. Sábado, para batizar a nova cara do bar, tem festa bombada por Camila Lamoglia, com Jaguar contando casos e Paulinho da Viola no som. É possível Comprar na rua com a segurança dos shoppings? É o que pretendem fazer acontecer com a criação da associação ?Peixoto +? as 18 fashionistas de um dos quarteirões de ouro do Baixo Jardins - entre a Al. Lorena e as ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, onde há restôs, lojas de moda e jóias. "Queremos dar unidade, privilégios e garantir segurança para o consumidor", diz Cecília Echenique, a mais nova da região. Como? As lojas terão horários unificados, manobrista free e policiamento extra. No board da ?Peixoto +? estão Erika dos Mares Guia, Emanuelle Junqueira, Lilly Sarti, Carina Duek e Mariana Vasconcelos, da Casa Vasconcelos. Para entrar no clima, a Christie?s, NYC, servirá só a cachaça de Marcos Moraes, a Sagatiba, no leilão de arte latino-americana, dia 17, no qual entre trabalhos de Varejão e Vik, está o top Três Figuras, do uruguaio Joaquin Torres García, avaliado em US$ 3 milhões.Nuit Blanche: Pedro Herz deixará a Livraria Cultura aberta por 37 horas para uma virada cultural só dele. Chamou Marco Ricca e Beto Brant para falar de cinema, Clara Averbuck para ensinar literatura 2.0.; Os gêmeos, Rafa e Laerte para debater HQ e Paula Lima para cantar. O investimento do Vira Cultura é 100% próprio. "O objetivo é incentivar a realização de outros viras", explica Herz.Mar e céu: Era de se esperar, já que namora um brasileiro e vai abrir loja em SP. O estilista Marc Jacobs desembarca no Brasil para reconhecimento de área e... réveillon. Rwind: Por causa da agenda complicada, Michel Gondry pediu que seja antecipada para dia 28 a estréia no MIS da expo Rebobine, Por Favor, que há 10 meses bombou NYC. Imagine-se numa expo interativa com 13 cenários pensados pelo cineasta francês - e na possibilidade de, com mais cinco pessoas, fazer um filme. O hype da expo é exatamente esse: "Tento provar que as pessoas podem se divertir sem ser parte do sistema comercial. Em último caso, espero criar uma rede de criatividade e comunicação livre e independente de qualquer instituição comercial", afirma Michel Gondry. OOP SHE BOP!Cyndi Lauper era o que muita minette dos 80?s gostaria de ser: o glitz da MTV no auge; a punk sanitizada e colorida, de look ímpar, atitude debochada e voz dos superhits Girls Just Want to Have Fun e Time After Time. Abriu caminho para Madonna, Gwen Stefani e Alison Goldfrapp. Em 25 anos de música, vendeu 60 milhões de discos, fez filmes, compôs, continua diva no Japão, engordou, emagreceu, virou mãe, parceira do DJ Junior Vasquez, Miles Daves e Tina Turner. Aos 53, Cyndi continua bem. Há dois dias, está em São Paulo. Hoje e amanhã canta no Via Funchal e fala ao Estado sobre o álbum Bring Ya to the Brink:Madonna veio na sua cola. Mas é difícil não compará-las, tanto pelas semelhanças (são ítalo-americanas católicas, cujo look influenciou hordas e a música) quanto pelos comentários sobre rivalidade. Hoje as duas estão com 50 e trabalham com jovens produtores. Pode falar da evolução da carreira de ambas?Acho que as pessoas gostam de rivalidade. Não tenho nada além de respeito por Madonna. É uma das mulheres que mais trabalham duro na música, e sempre foi assim. Mas só posso avaliar meu trabalho. Estou feliz com minha música e orgulhosa do disco.No disco, você trabalha com Basement Jaxx, Digital Dog, Dragonette e Scumfrog. Como chegou a essa turma?Gravei entre Europa, EUA e Japão nos últimos dois anos, então é uma obra global em termos de criação, que permitiu colaborações. Sempre amei Red Alert do Basement Jaxx. Escrevemos Rocking Chair indo de Paris para Londres no Eurostar. Já Scumfrog, um cara da banda mostrou. Dragonette está estourado em Toronto e na Inglaterra. Adoro ambos territórios, então foi natural trabalharmos. O mundo vai acordar para a maravilha que são. Levei um minuto para escrever a maioria das músicas. Mesmo que algumas sejam faixas up tempo, as letras não são necessariamente upbeat, assim como Raging Storm é sobre a obsessão por celebridades num tempo em que há muito mais questões a serem cobertas.Qual a música mais marcante do disco? Echo é baseada numa discussão com Peer Astrom sobre sincronicidade e baterias. Começamos a construir uma vibração de ritmos de tambor. A história por trás, na verdade, é sobre minha família, sobre como volto a eles como um ?eco?. Li uma frase sua: "Quando se é jovem e anda na rua parecendo excêntrico, é curioso. Mas quando envelhece, as pessoas ficam com medo. Então vá para o outro lado para perceber a diferença entre o que parece e o que acha ser." A Cyndi dos anos 80 é familiar. Quem é a Cyndi de hoje? Quem disse que não posso ser ?rock? aos 50? Nicole Miller (estilista) é a preferida, mas uso várias fontes para dar edge aos meus looks. E musicalmente?Me considero criativa, com sorte de ser estrela pop e mais sorte de ter trabalhado com Pink Floyd a Sinatra. Sempre sustentei a idéia de que amo música, dance ou blues. O que esperar dos shows? Uma mulher tem de guardar segredos... Terá clássicos e sons inesperados. Adoro Killers. E, parece que eles me escutam. Um amigo mandou um vídeo deles num cover de Girls. Amei, bom trabalho. Pelo gongoFlavio Maluf quase vai preso de novo. O motivo? A pensão alimentícia que deve à ex, Jaqueline. Uma ordem de prisão foi decretada dia 7 e revogada. Outra saiu do Tribunal de Justiça de SP há 2 dias - e caiu no começo daquela noite, por decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Massami Uyeda, que concedeu salvo-conduto. Maluf fez um depósito de cerca de R$ 230 mil, que não é o valor total devido. Agora, a discussão é, justamente, sobre o valor real devido. "Não só valor, mas princípios", disse Flávio à coluna. PINOLI - Zeco Auriemo marcou gol ao dar o roof do Cidade Jardim para um dos melhores italianos de SP, o Due Cuochi, que estréia fervendo. Projetado por Ana Luiza Carvalho do Amaral, tem no salão uma superbella: Mari, filha do sócio Sergio Nascimento, que trocou publicidade pela experiência. Há um motivo: dar ao restô tom cool famigliaÉ amanhã, na Fnac Pinheiros, o lançamento do livro Pedagogia do Cuidado, escrito por Celso Antunes e Dagmar Daroux, sobre o método de educação empregado por ela na Casa do Zezinho, centro de apoio fundado em 1986 no Capão Redondo, que atende 1,2 mil crianças e jovens da região considerada mais violenta do mundo. Do Complexo do Alemão, onde foi a convite da secretária de Educação do Estado do Rio, Tereza Porto, Tia Dag falou ao Estado:O Rio está interessado em seu método, é?Tereza quer entender para aplicar na rede pública. Falo sobre educação integrada, com identidade, cultura. Tem de usar hip-hop para estudar português. Educar é seduzir! Em São Paulo o governo ainda não se interessou...Como começou a Casa do Zezinho? Você estudou pedagogia na USP...Na época da ditadura era difícil trabalhar do meu jeito (risos). Comecei abrindo minha casa para crianças refugiadas de regimes ditatoriais. Aí, quando começaram os Esquadrões da Morte, que ameaçavam meninos de 11 anos que furtavam, procurava esconderijos para eles. Como não achei, levei para a minha casa, que ficou pequena. Em 86 encontrei o imóvel, onde até hoje é a Casa do Zezinho, que é um pólo educativo e contra a violência. Na favela não há conversa, é só na porrada!Quem é o Zezinho?Sabe a poesia de Drummond, E Agora José? É o zé-ninguém, o Zé Mané. Aliás, estou muito brava, pois anteontem um vigia das Casas Bahia matou um Zezinho, que comprava colchão com a mulher. Era preto, pobre, tomou um tiro na boca dentro da loja e morreu: 22 anos. Me aguardem: vou apurar e processar. Estou no front, lido com o limite. O País tem uma guerra civil e não sabe. Mata-se no Brasil 130 pessoas por dia; são 50 mil mortes por ano, nem no Iraque dá isso.Você na favela, sabe-se, tem papel de intermediadora...Faço de assistência social à mediação de conflitos. Eles não sabem que têm direitos, isso vem da escravidão. No Cemitério São Luiz, lá ao lado, 80% dos que estão enterrados têm entre 15 e 25 anos. Quando se sentem pertencendo a uma comunidade, tudo muda. No Capão há 1,5 milhão de habitantes. Cadê teatro, cinema? Então, só se sentem pertencentes ao gueto, à favela. Já o tráfico sabe que eu ensino os filhos deles.Para quem é o livro?Para qualquer ser humano. Todo mundo é um educador, é só ter a sensibilidade de perceber o outro. E olhar para o outro lado da ponte. Nos is: Receosa de perder a confiança de consumidores, a Electrolux do Brasil anunciou não ter envolvimento comercial com a linha Electrolux Professional - importada por terceiros e que, por atraso na entrega de cozinhas, tem retardado a estréia dos restôs de Alex Atala e do novo Jacaré Grill.

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