Documentário acompanha a saga do guerreiro Darcy Ribeiro

Dirigido por Fernando Barbosa Lima, trabalho revê algumas das muitas realizações do antropólogo, escritor e educador

Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de novembro de 2007 | 00h00

Se não houvesse sido derrotado por um câncer, uma década atrás, Darcy Ribeiro teria completado 85 anos no dia 26 de outubro. Ele não queria que sua morte fosse lembrada, e sim sua vida. Vida cheia de realizações e projetos, agora contados pelo DVD Darcy Ribeiro, o Guerreiro Sonhador. O lançamento foi na fundação que leva seu nome e preserva sua memória.O documentário é dirigido pelo amigo Fernando Barbosa Lima, admirador do gênio de Darcy e de sua dedicação às causas nas quais acreditava. A maior delas: o desenvolvimento da nação, com respeito ao povo. ''''Fiz força para o Brasil dar certo. Tenho pena porque eu ando meio doente, posso até morrer. Ficam vocês encarregados de fazer isso. Mas façam!''''O amor por seu país e sua gente levou o intelectual e escritor (era membro da Academia Brasileira de Letras) a ser ministro, vice-governador, senador, fundador de duas universidades e do Museu do Índio, criador do projeto dos Cieps (escolas de tempo integral do Rio), do Parque Nacional do Xingu e do Sambódromo carioca, mentor da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, entre tantos outros ''''fazimentos'''', como gostava de dizer. Toda essa trajetória é resgatada.O DVD integra a série Grandes Brasileiros, da FBL Criação e Produção (de Fernando Barbosa Lima e Rozane Braga). Darcy é o quarto perfilado, depois de Barbosa Lima Sobrinho, Tancredo Neves e Ziraldo. Os filmes são distribuídos para bibliotecas e centros culturais.O filme apresenta o Darcy dos índios, que dedicou dez anos de sua vida a entendê-los, o Darcy educador, que defendia que as crianças passassem o dia todo nas escolas (''''escola de turno é uma invenção brasileira'''', criticava) e o Darcy das livros.As palavras de amigos - como Tatiana Memória, que dirigiu a Fundação Darcy Ribeiro, a quem o DVD é dedicado (ela morreu este ano), os escritores Sérgio Cabral e Ziraldo, o arquiteto e parceiro Oscar Niemeyer e alguns poucos políticos -, descrevem o Darcy utopista, sedutor, lutador.

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