, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

Faz hoje um ano que a Lehman Brothers quebrou. Tudo parece ter melhorado, mas ainda estão no papel as propostas efetivas de regulação bancária do primeiro mundo. Desde o início deste ano, a contribuição do Conselho de Recuperação Econômica montado por Obama - captaneado pelo ex-Fed Paul Volcker e do qual faz parte ativa Armínio Fraga - dorme em berço esplêndido em Washington. Preocupante? Isto não tira o sono de Fabio Barbosa, dirigente da federação de bancos no Brasil, a Febraban. "As propostas já andaram, alguma coisa está sendo definida e com certeza não mais veremos os índices de alavancagem que algumas instituições do sistema financeiro praticavam, e que representavam um grande risco", disse ontem à coluna.

A crise acabou? Claramente, a situação mundial melhorou muito, especialmente nos últimos meses. Havia o receio de entrarmos em uma depressão, e para evitá-la, houve a mobilização de gigantescas quantias de dinheiro público que conseguiu reverter a tendência negativa da economia mundial. Ainda é cedo para dizermos que acabou a crise, mas o quadro já é melhor.

O problema internacional dos bancos foi amenizado, mas ainda não está sanado. Há perigo de um novo ciclo de inadimplência lá fora? Ela começaria desta vez pelas empresas afetando os bancos? A base de tudo será a recuperação da economia. Se ela prosseguir no ritmo atual, o próprio risco de inadimplência por parte das empresas ficará menor.

Se a crise se der mesmo em formato de W, como prevê Nouriel Roubini, como ela chegará no Brasil ? Risco de um W, sempre há. E não preciso dizer que seria ruim. Vejo porém, que muitos recursos pelo mundo afora estão sendo mobilizados para que isso não aconteça.

Pena branca

Quem quer peito, vai ter que levar pescoço.

É o caso do Fri-Boi, que para financiar a compra do Pilgrim"s, maior frigorífico de frangos do EUA, terá que levar o Bertin.

Martelo batido

Lula, filho do Brasil será lançado oficialmente no Festival de Cinema de Brasília, que será em novembro.

Obama Silva

Mas Lula não será o único presidente brasileiro nos cinemas em 2010.

Graças a parceria fechada com a Petrobras, sai da película para a tela o longa Segurança Nacional, história tipo James Bond sobre um presidente negro que tenta salvar a Amazônia.

Estrelado por Milton Gonçalves, a produção assinada por Jose Bonifácio Sobrinho, o Boni, conseguiu feito inédito: a autorização para gravar cenas dentro do Aero-Lula.

Esqueceram Nélida

Muito amiga de Clarice Lispector, Nélida Piñon queria participar da exposição Clarice Pintora, no Rio.

È que nos anos 70, Clarice deu de presente à escritora um de seus quadros - que ficou de fora da mostra.

Blue Eyes

A francesa Isabelle Hupert não é das mais simpáticas. O único "bem-amado" que conseguiu estabelecer conversa mais longa com a diva - depois da estreia de seu espetáculo, sexta-feira - foi Bruno Barreto.

Eterna

Dercy Gonçalves acaba de entrar para o Guinness Book por ter participado de um filme aos 101 anos, o Nossa Vida Não Cabe Num Opala.

Também foi reconhecida por ser a atriz que viva, mais trabalhou.

R$ 700 milhões, cada

A Cemig não conseguiu entrar em São Paulo por meio da Cesp. Mas tenta entrar no Rio pela Light.

Negocia com o Pactual/UBS e com a Andrade Gutierrez suas participações por R$ 700 milhões cada. Se comprar ambas, terá 50% da empresa. A ex-estatal pode virar estatal de novo? Pelas atuais regras do acordo de acionistas...não.

Luzes 2

Mas por que Andrade e Pactual gostariam de vender suas participações tão lucrativas? Pelo que se apurou, a Andrade quer $$$ para comprar a parte da AES na Cemig. E o Pactual pretende pagar sócios do banco que querem sair.

Elementar, Watson

Será na The Week o show "secreto" que Franz Ferdinand fará no Brasil, dia 30.

HermÈs aterrissa no Brasil

Após um namoro de dez anos, a Hermès inaugurou sua primeira filial no Brasil, anteontem, no Cidade Jardim. Com direito a circo armado no corredor do shopping, malabaristas, mímicos e trapezistas - todos devidamente vestidos de laranja, a cor oficial da marca, criada em 1837 - davam boas-vindas aos convidados.

Na comitiva de 8 pessoas, entre profissionais e membros da família, Pascale Mussard, diretora artísta do grupo, contava que sua aposta é grande no País. Tanto assim, que definiram trazer todas 14 famílias de produtos. "Incluindo as Birkins e Kellys", revelou à coluna, referindo-se às bolsas feitas artesanalmente por uma só pessoa do começo ao fim. Preço? Não saem por menos de 4 mil euros. Justificativa? " Elas duram para sempre", conta Pascale.

Antes da abertura da loja, um pequeno grupo foi recepcionado por Zeco Auriemo, responsável pela vinda da marca. E ouviu de Patrick Thomas, CEO da Hermès, que o Brasil é parte da empresa há tempo. "As sedas usadas nas nossas gravatas são produzidas no Mato Grosso e Paraná."

O curioso é que entre as tops do luxo, a Hermès é praticamente a única que não foi absorvida, até agora, por um conglomerado, como foi a Gucci, o Valentino, a Prada. Continua nas mãos da mesma família e não há intenção de transformar este "artesanato" em produção multiglobal.''Esta nunca foi a nossa filosofia'', justifica Pascale.

E para muitos que por lá passaram - a loja lotou completamente - a festa só não foi melhor porque... não puderam tirar seus cartões e comprar. As vendas e reservas estavam vetadas até ontem.

Um dos poucos percalços da tarde se deu por causa de um pônei. O animal, que por ali passeava, não conseguiu achar o toilette.

Na Frente

Paulo Skaf, candidatíssimo, foi fazer campanha fora do Brasil no fim de semana. Esteve na Casa Branca articulando a visita de uma missão empresarial brasileira a Obama.

Isay Weinfeld está impossível. Recebeu elogio gigante de Pascale Mussard, da Hermès. Autor do projeto do Hotel Fasano, ela lhe disse que o Hotel, a exemplo da marca Hermès, durará mais de 100 anos.

Amir Slama e Isabela Capeto são novos parceiros da C&A.

Será sexta a inauguração do Centro Ruth Cardoso em São Paulo. O espaço, na Pamplona, vai centralizar todas as organizações criada pela socióloga.

Ana Lucia Serra e Carlos Domingos comemoram os dez anos da Age, hoje. Na Livraria da Vila do Cidade Jardim.

A casa da galerista Luciana Brito é o palco do desfile, hoje, da Maria Bonita Extra.

Claudia Natividade e Marcos Jorge partem para Los Angeles, em outubro. Vão negocioar o remake do longa Estômago para o mercado americano

Em comemoração ao Dia do Médico, George Schahin, do Hospital Santa Paula, recebe seu corpo clínico no Leopoldina da Daslu. Em 16 de outubro.

Com vernissage na quinta, Raquel Kogan monta instalação interativa na Baró Cruz.

O escritor israelense David Grossman lança o seu novo livro, A Mulher Foge, amanhã, no Centro da Cultura Judaica.

A Jazz Sinfônica é a primeira atração do soft opening do Teatro Bradesco, na terça. No dia seguinte, é a vez de Maria Rita subir ao palco. No Boubon Shopping, com entrada franca.

O Botafogo convocou um reforço de peso para fugir da segunda divisão. Desde a semana passada, uma Nossa Senhora Aparecida olha fixo, para o campo. Sentada no vestiário.

Colaboração

Doris Bicudo doris.bicudo@grupoestado.com.br

Gabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.br

Pedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

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