Direto da fonte

Meio ambiente na planilha de custo

Sonia Racy, O Estadao de S.Paulo

03 de setembro de 2009 | 00h00

O empresariado brasileiro decidiu levar ao encontro sobre clima de Copenhague, em dezembro, opinião própria sobre aquecimento global. Um "position paper" está sendo preparado pela Fiesp, em colaboração com a CNI, a partir de análises setoriais das 200 páginas do documento-base da ONU.

Para isso, o conselheiro Marco Antonio Fujihara comanda há dois meses um grupo de áreas como agronegócio, energia e relações internacionais. Buscam o que ele chama de "massa crítica sobre o que pensam os empresários". No controle de tudo, João Sabino Ometto.

A missão incluiu pesquisa com 1.200 empresas.

Planilha de custo 2

Por que ouvir empresários? É que o mundo já percebeu, diz Fujihara, que "corrigir o clima"depois vai ficar muuuito mais caro. "A agenda ambiental se tornou agenda econômica", avalia.

Convicto

Paulo Skaf vai optar pelo PMDB. Mesmo que resolva não disputar as eleições.

tipo exportação

Marina Silva se animou.

Acaba de decidir que vai à Conferência do Clima, em Copenhague. Para depois receber homenagem do Parlamento Europeu, na Bélgica.

Festival Coringão

Escolhida como responsável pela festa dos 100 anos do Corinthians, a OgilvyAction resolveu: dia 28 será o "Dia em Preto e Branco". E haverá caminhada, com show.

Que ainda não tem data.

incra em paris

Grupo de artesãs da agricultura familiar vai para... Paris; Participam, dia 8, do Salão Prêt-à-Porter.

Quem leva? O Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Tudo nosso

Terça foi feriado nacional nos arraiais do MST.

Uma penca de oito decretos, saídos da Casa Civil , desapropriou, para fins de reforma agrária", cerca de dez fazendas de cinco Estados.

SucatAir

Em vias de ser aposentado, o Sucatinha presidencial continua dando sustos, enquanto o Embraer 190 não chega - coisa programada para outubro.

Na terça, o vidro do piloto estourou assim que ele aterrissou no aeroporto de Vitória. É que circuito de aquecimento entrou em curto.

Fórmula bike

O Autódromo de Interlagos vai ganhar ciclovia. Foi aprovada emenda de Floriano Pesaro liberando R$ 600 mil para a nova obra.

Do Bolinha?

O cerimonial da Presidência deixará dona Marisa Letícia de stand by no domingo.

Só será convocada se Carla Bruni vier com Sarkozy.

Piada pronta

Edemar Cid Ferereira, ex-dirigente da Bienal, não apareceu na festa da fundação. Mas foi lembrado ali por ter trocado de advogado.

Contratou agora o escritório Corvo, de Santos.

Desaquecendo

Ilhabela vai ter seu o primeiro conjunto habitacional com telhados inteiramente brancos. Que será inaugurado por hoje Lair Krahenbuhl. Capricho? Nada disto, é providência ambiental para reduzir a temperatura das casas.

No ato, o secretário assina adesão de SP ao movimento One Degree Less. Movimento internacional que prega "Um Grau a Menos".

Quem sabe fala

Walter Salles estará ao lado de cineastas como Gus Van Sant e Carlos Saura.

No documentário Crítico, que reúne depoimentos de realizadores brasileiros e de fora, sobre o cinema atual.

Irrevogável

Foi jogo de cena o mistério de Protógenes Queiroz para anunciar, ontem, sua filiação ao PC do B.

A decisão do delegado já estava tomada há tempos, como antecipou a coluna.

Bienal em tempos de transformação

A depender do apoio que a nova diretoria da Bienal teve no jantar de terça, no prédio da Bienal, a próxima exibição internacional não será a do vazio. Presente ao evento, Juca Ferreira anunciou R$ 4 milhões e prometeu ajudar na captação de recursos junto ao BNDES. Tudo para a reforma do prédio, orçada em R$ 15 milhões - R$ 10 milhões só para atender às normas internacionais de climatização. "Este evento não pertence apenas a São Paulo, é do Brasil'', disse o ministro à coluna, justificando-se diante da surpresa geral pelo apoio do Ministério da Cultura. Aliás, Estado e Prefeitura foram representados pelo segundo e terceiro escalões..

Ponto para Heitor Martins, novo presidente da Bienal. Que teve coragem de assumir depois que o cargo foi recusado por Rubens Barbosa e Andrea Matarazzo - ambos presentes - por causa das conhecidas dificuldades financeiras do evento. Hoje, as dívidas da exposição somam R$ 4 milhões. E os recursos dos 450 convites vendidos - R$ 2,5 mil, cada - serão utilizados para manter a organização da mostra.

Em noite bem organizada pela conselheira Suzana Steinbruch, o mote era um só: o evento vai reviver seus momentos de destaque. "A Bienal foi feita pela sociedade civil, que agora se deu conta de como a situação degringolou. A elite paulistana voltou a apoiar e, aí, o Estado vem junto", ponderou Ernesto Neto, um dos 40 artistas convidados pelo Banco Fibra - já que nem todos podiam arcar com o custo da noitada.

Iole de Freitas, Zé Resende, Anna Maria Maiolino e Carlos Vergara circulavam pelas mesas, entre banqueiros-conselheiros como Alfredo Setubal e José Olympio Pereira, que devem estar convencendo seus pares e empresários a ajudarem. Presentes, André Esteves, Fernão e Candido Bracher, Fersen Lambranho, Walter Appel, Ivoncy Ioschpe, Carlo Lovatelli, Ivo Rosset, Patrick Larragoiti, Fabio Ermírio de Moraes, Arthur Vicintin, Roberto Teixeira da Costa, Carlos Jereissati Filho e muitos outros.

Houve um incidente. Após o discurso do ministro. o ex-presidente da Bienal Manuel Pires da Costa abordou Juca Ferreira com um visível aperto de braço.

Sem dúvida, a festa foi um divisor de águas. Com direito a slogan publicitário: "A Bienal é um olhar para o futuro e o futuro da Bienal está em nossas mãos."

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