Direto da fonte

E o Fórum virou políticoImpacto da crise: menos empresários e mais políticos, no Fórum Empresarial que aconteceu neste feriado em Comandatuba. Repetido anualmente por João Doria, o encontro, montado para debater a situação econômica, acabou tendo forte conotação política, centrada no desgaste público que sangra, a cada nova denúncia, a credibilidade do Congresso.Michel Temer, presidente da Câmara, passou os dias em conversas com líderes de vários partidos - ACM Neto, José Eduardo Cardozo, José Aníbal - buscando algum consenso sobre como tirar o Parlamento do fundo do poço. Mais à vontade, pois assiste à crise a partir do Planalto, José Múcio é direto e simples: "Temos que acabar com a hipocrisia. Temos de ser mais transparentes sobre quem ganha o quê e como. É preciso ter coragem para fazer isso".Letras garrafaisAcabar com penduricalhos pouco transparentes e pagar salários realistas e maiores, como se faz nos EUA, seria uma solução? "Se alguém me garantisse uma manchete de jornal dizendo ?Congresso aumenta salários mas reduz os gastos totais?, eu faria", diz Temer, enquanto se cozinha na Câmara um aumento salarial de R$ 16 mil para R$ 24 mil - e sem mais verbas - para os 513 deputados.Temer, sem trocadilhos, tem o que temer. Joio e trigoTambém o senador Heráclito Fortes falou pelo Congresso: "O Parlamento que comete erros é o mesmo que se junta à sociedade para derrubar a CPMF e para fiscalizar as ONGs." "Há bons e maus políticos, assim como bons e maus empresários", arrematou. Meia ética, nãoA animosidade contra o Congresso acabou verbalizada por Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, que cobrou publicamente uma satisfação dos congressistas presentes. Não tem medo de retaliações? "Eu não. Pago impostos em dia, cumpro as obrigações como cidadã. Almoço no restaurante da minha filha e peço nota. Não existe isso de ser mais ou menos ético. Ou se é etico ou não", explicou ela, bastante elogiada por sua indignação.Avesso do avessoInversão de papéis no seminário: enquanto o ex-tucano Henrique Meirelles defendeu maior participação do Estado na condução da crise, o petista Aloysio Mercadante pediu redução dos gastos públicos. "Cortar gasto público é como cortar cabelo. Tem que fazer sempre", afirmou.Herança bendita Mercadante retribuiu em Comandatuba elogios feitos por FHC ao governo Lula, durante o Fórum Econômico Mundial, no Rio. Reconheceu o papel do governo tucano pelo fato de o Brasil estar hoje melhor preparado para enfrentar a crise. Três em umA substituição de Guido Mantega por Henrique Meirelles, no seminário de João Doria, foi a terceira em uma semana. Primeiro, foi na Fiesp, segunda-feira. Depois na quarta, em seminário de Aécio Neves em BH.Viva o silêncio Notado: sumiram, entre os empresários, os críticos do BC. Mais um efeito da crise?Cofre gordoJoão Doria conferiu: a crise não abateu tanto os empresários. Na arrecadação de doações, tradicional no encontro, feita pela Lide-EDH e o Instituto Ayrton Senna, conseguiu R$ 1,9 milhão. As doações anônimas, novidade introduzida este ano, também foram boas. Um banqueiro, santista ferrenho, deu R$ 180 mil. No gogóApesar dos esforços do ministro José Múcio e de Alexandre Raposo, da Record, quem brilhou no campeonato de karaokê do encontro foi Sérgio Valente, em dueto com Daniela Mercury. E Karla Sarquis levou prêmio de melhor cantora.* Sonia Racy viajou a convite dos organizadores do evento.Na frenteDe tão animado com o show de Cachoeiro de Itapemirim, Roberto Carlos mudou a agenda - coisa rara - e ficou mais um dia na cidade. Ontem, recebeu no hotel os amigos, para uma peixada.É Bibi Ferreira, interpretando clássicos de Edith Piaf, quem abre o Ano da França no Brasil, hoje, na cidade de Ouro Preto. Na plateia, a ministra da Cultura da França, Christine Albanel. Yeda Crusius oferece jantar, na quarta-feira, com direito a palestra de Jorge Gerdau. Para as lideranças do Movimento Brasil Competitivo e de seu equivalente nos Estados Unidos, o Council on Competitiveness. O publicitário Márcio Pitliuk está na Polônia, de onde transmitirá, para a Rádio Eldorado, até o dia 25, boletins diários sobre a Marcha da Vida, que leva milhares de pessoas para conhecer os campos de concentração nazistas.Reinaldo Lourenço vai assinar uma linha para a C&A. A ser lançada durante a próxima edição da SPFW, em junho.Dom Mathias Tolentino Braga, abade do Mosteiro de São Bento, recebeu o título de Cidadão Paulistano. Sergio Cesar vai expor as suas favelas feitas de papelão na galeria Priska, de Nova York.Confirmada a notícia veiculada no Direto da Fonte online no domingo, e ontem no Estadão: André Esteves recomprou o Banco Pactual.

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