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BB: ser ou não seráInvestidores continuavam ontem desorientados sobre o que fazer com suas ações do Banco do Brasil. Afinal, até bem pouco tempo atrás, quando o BB comprou a Nossa Caixa, Lula afirmou que a instituição deveria crescer, para concorrer de igual para igual com os bancos privados. Dentro desse espírito, na mais autêntica prática capitalista, o BB comprou parte do Banco Votorantim e carteiras de bancos menores.Agora vem o governo e diz que lucro não é o objetivo do banco. Fica a pergunta: como vão se comportar funcionários do BB com poder de decisão? Vão cumprir as metas estabelecidas? O que será que o BB quer ser quando e se crescer?Os juros e spreads no Brasil são, sim, estratosféricos e não há explicações claras e convincentes para essa distorção. Mas será que um take-over direto do governo, interferindo em uma estatal de economia mista que é obrigada a dar satisfações ao mercado, vai melhorar as coisas?O que se teme, no mercado financeiro, é que o BB volte aos antigos desmandos que, a duras penas, foram extirpados no governo FHC. Com a demissão de 15 mil pessoas e com aporte de US$ 8 bilhões, pelo Tesouro, para tapar o gigantesco buraco de anos de administrações influenciadas pela União. Por isso, a reestruturação promovida no BB nos anos 90 incluiu um redesenho estrutural que previa uma blindagem contra interferências externas, fortalecendo as áreas técnicas.Isso acabou na administração Lula. Segundo um ex-BB, petistas de carreira subiram mais que rapidamente na instituição e hoje constituem maioria importante em comitês de crédito.GaveteandoWadih Mutran, corregedor da Câmara paulistana, ignorou solenemente o "PalácioJaponês" não declarado de R$ 6 milhões do vereador Ushitaro Kamia."Só vou investigar se receber um documento que prove a verdade", diz. Amigo fielO produtor cultural Emilio Kalil viaja, em junho, para a Bienal de Veneza. Vai prestigiar a grande amiga Yoko Ono, que receberá o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra.Chez nousRolland Giscard d''Es-taing, sobrinho do ex-presidente francês, aterrissa hoje em São Paulo, depois de conhecer Trancoso. Na agenda, jantar com o amigo Steven Kerlo, dono da Mercearia do Francês. Recordar é viverNo caso de Roberto Carlos, a máxima está sendo levada ao pé da letra. Para compor o repertório dos shows em comemoração aos seus 50 anos de carreira, o rei vasculha nas mais de 500 composições que gravou.Sem anestesiaGeraldo Alckmin foi pedir ao ministro Sergio Rezende que seja São Paulo a sede do futuro reator nuclear multipropósito brasileiro. Uma unidade de produção de radioisótopos, essencial no combate ao câncer.Sem tal equipamento, o País gasta milhões na importação dos radioisótopos do Canadá. Saiu animado.Concretolândia Oscar Niemeyer aceitou: vai assinar o plano diretor do pequeno município de Penha, no litoral norte de Santa Catarina. Sem rodoviária ou praça central, a cidade gira em torno do Parque Beto Carrero.Falou, pagouOs restos de campanha de Belo Horizonte sobraram para Tom Cavalcanti. O humorista está sendo processado pelo ex-candidato Leonardo Quintão, por danos morais.Na campanha, Tom - defensor do candidato de Aécio, Marcio Lacerda - satirizou o peemedebista em vídeo.Nuite "carioquê"O Planalto confirmou: Lula estará na abertura oficial do Ano da França no Brasil, dia 21, no Rio. Depois da festa para 1.200 pessoas, com queima de fogos na Lagoa Rodrigo de Freitas, Sergio Cabral comanda jantar para 500 convidados, nas Laranjeiras.O programa prevê que o presidente pernoita no Copa.Vale a pena...Maitê Proença não chegou a acordo com os advogados do SBT, que na segunda colocou no ar a reprise de Dona Beija. ...montar de novo?O problema não são apenas de direitos de imagem. A atriz reclama da péssima qualidade das cópias, cheias de fungos e pedindo uma reforma completa. "Eles vão ter que reeditar 70%. É como mexer em filme de Antonioni - nem seria mais um Antonioni", diz. Na frenteZezé di Camargo e Luciano vão subir o morro. Cantam, domingo, no Complexo do Alemão. Depois da exibição de Dois Filhos de Francisco.Beatriz Milhazes assina o projeto gráfico dos livros de Lygia Fagundes Telles. Que serão reeditados pela Companhia das Letras. Kal Penn, astro da série House, foi contratado pela... Casa Branca. O ator, que já interpretou um maconheiro em outro seriado, ganhou o cargo de Diretor de Relações Públicas de Obama. A produtora Paradiso Films fará o comercial dos 250 anos de Arthur Guinness - o da cerveja. Co-produção com a Partizan, de Londres, com 300 figurantes brasileiros. Vem aí mais um livro de Nick Hornby. Frenesi Polisilábico, como os outros sucessos do autor inglês, trata de um personagem obcecado. Desta vez, por livros. Pela Rocco. O tempo passa e só restou mesmo a embalagem de heavy metal para os sexagenários do Kiss. Os vovôs americanos do rock?n roll estão sendo chamados pela galera brasileira de fofos. Lindo, o carinho.Direto da fonteColaboraçãoDoris Bicudo doris.bicudo@grupoestado.com.brGabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.brPedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.brMarília Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.brProduçãoElaine Friedenreich

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