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Roubini e o caos que nos esperaQuem olha para Nouriel Roubini, o economista que emerge desta crise como um dos únicos que conseguiram prevê-la na atual dimensão, tem dúvidas. Como será que o Mr. Doom - apelido que recebeu por suas previsões catastrofistas - entonará notícias positivas quando a situação melhorar? Isto é, o economista tem "physique du rôle" para uma dia se transformar em Mr. Boom? Difícil. O convidado especial do fundo BTG para palestrar ontem na Casa Fasano, ante pouco mais de 200 pessoas, exala o dom da catástrofe. Nascido há 50 anos na Turquia, filho de pais judeus-iranianos, ele casa suas previsões antes pessimistas (hoje realistas) com um semblante taciturno e fala rápido em um inglês macarrônico. O também renomado economista que o antecedeu, o ex-conselheiro do Fed Frederic Mishkin, tampouco traçou um cenário de esperança. No entanto, sua entonação gerou menor impacto. Bem como Persio Arida, sócio da BTG - que, apesar de bastante pessimista, acredita que o Brasil, ao final da crise, estará melhor que outros.Mas então, por que apresentar formalmente ao público um fundo de US$ 600 milhões, com capital próprio, dessa maneira? Segundo André Esteves - mentor do fundo, que tem hoje seis sócios - a opção foi essa simplesmente porque essa é a realidade. "O que não quer dizer que, mesmo neste cenário, não haverá oportunidades", ressaltou o ex-dono do Banco Pactual. A platéia,composta de empresários como Maurício Botelho, Fábio e Zeco Auriemo, Luiz Furlan; economistas como Edmar Bacha e José Roberto Mendonça de Barros e reconhecidos estrategistas de fundos como Luiz Stuhlberger, da Hedging Grifo, não se mostrou exatamente exultante. Ao final do encontro, depois de terem ouvido Roubini alertar para um mundo em pedaços caso drásticas ações não sejam adotadas, Mishkin dizer que a recessão será longa e Arida ponderar que "quando o mundo voltar a se preocupar com a inflação, teremos um sinal de que as coisas estão melhorando", a plateia teve reação ambígua. É que, apesar dea fala dos palestrantes não ter incluído muitas novidades, esperava-se a revelação de um caminho mais concreto para se chegar ao fim do túnel. Com ou sem luz. Mas ele não veio. O fato é que o mundo hoje é um laboratório a céu aberto. E que pairam, no ar, perguntas sem respostas, como: qual será, afinal, o verdadeiro tamanho da recessão mundial? Quanto tempo vai demorar para tudo se arrumar? E houve quem, mais pessimista que Roubini, saiu achando pequeno o custo de US$ 3,6 trilhões por esta desarrumação toda, calculado pelo visitante. Que marolinha, não?No , you can?tCelso Amorim acabou sendo barrado no baile.Seu pedido ao cerimonial da Casa Branca para entrar com Lula na sala de seu encontro com Barack Obama não foi atendido.Dolce far niente?Depois do encontro em Washington, Lula deve ir a Nova York por dois dias.Nada oficial ainda.CinemãoGlauber Rocha chega a Hollywood. O cineasta, que completaria 70 anos sábado, terá homenagem no Los Angeles Brazilian Film Festival. Sua filha Paloma apresenta o documentário Anabazys.Você por aqui?Em visita a Fernando Lugo, no Paraguai, o deputado Raul Jungmann deparou com um ex-líder do MST que é secretário do presidente."Lembra de mim?", perguntou-lhe o rapaz, Marcial Congo, com um 45 na cintura. "Se me lembro...", reagiu.In locoLula confirmou que vai dia 25 à inauguração da fábrica da Sadia (carbono zero) em Vitoria de Santo Antão.Um investimento de pouco mais de R$ 340 milhões.Sem pressaPara o príncipe Charles, o ritmo é bem outro. Seu discurso hoje, no Itamaraty, terá como título "Menos de 100 Meses para Agir".A dona da casaAlém de José Serra, que ironizou o "talento mercadológico" do PT, também o presidente do PSDB, Sergio Guerra, foi à luta. Avisou ao governo que desde Mario Covas o título das casas, em São Paulo, fica com as mulheres.A "novidade" foi anunciada por Dilma no domingo.A noite é delaEnfim, um jantar com o casal Serra em que a festejada é Monica. Promovido por João Doria Jr., o encontro, para marcar as obras do Fundo Social de Solidariedade, anteontem, reuniu ainda Geraldo e Lu Alckmin e Gilberto Kassab.E Viviane Senna, ao lado de Arthur Briquet, lamentava que o filho Bruno tenha de esperar até 2010 pela F-1.Na frenteGiselle Itié conseguiu: vai atuar ao lado de Sylvester Stallone, em Os Mercenários. Interpreta a mocinha que será salva, é claro, pelo galã. As filmagens começam dia 28, no Rio. A indústria automobilística está de olho na moda. Citroën, Volkswagen e Fiat estão no páreo para ver qual delas será a patrocinadora da próxima edição do SPFW, em junho.Laís Bodansky prepara novo longa. Será inspirado na série de contos Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Pietro. E não é que a cinquentona Barbie roubou a cena das comemorações dos 80 anos de Hebe Camargo? A boneca foi entrevistada - sim, isso mesmo - pela Forbes. Em tempos de tensão entre Brasil e Paraguai, Tão Gomes Pinto lança, dia 16, o livro Itaipu - Integração em Concreto ou uma Pedra no Caminho?A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo apresenta, domingo, a cantata Carmina Burana, de Carl Orff, em concerto na Sala São Paulo. Com homenagem a Vicente Amato Filho.Depois de vasculharem o mundo em busca das 100 publicações mais inovadoras, os editores do We Make Magazines escolheram a revista s/n°, de Bob Wolfenson e Helio Hara, para representar o Brasil. Em livro que será lançado sexta-feira, em Luxemburgo.Ao ver a ex-ministra Zélia presente à palestra de Nouriel Roubini, ontem, o banqueiro Carlo Gancia atirou: "Nossa, por aí a gente tem certeza de que a coisa tá mesmo feia..."

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